Cantamos aquilo que cremos?

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A música GOSPEL em cinco categorias, com sua ênfase de acordo com cada contexto em que foi composta, refletindo suas respectivas teologias e crenças, em uma escala de qualidade progressiva:
1o. Ênfase Neopentecostal: (Cântico triunfalista, enfatiza o sucesso do homem em detrimento da glória de Deus. De acordo com sua teologia, seus cânticos nos ensinam a determinar e exigir as bênçãos de Deus, o homem é senhor de sua história e destino, Deus é servo. Gera frustração, decepção e abandono da fé a longo prazo).
2o. Ênfase Pentecostal: (Obsessão por cura e vitoria, ensina e estimula a tomar posse da bênção, faz declarações de curas e vitórias humanas em detrimento da dependência de Deus, não leva o adorador à humildade, não enfatiza mudança e transformação de vida, nem submissão à vontade soberana de Deus. Um pouco menos pior que a anterior, mas ainda assim, ensina que o homem é senhor de sua história e destino e Deus é um servo. Gera frustração, decepção e desânimo na fé, ao enfrentar a realidade da vida e a longo prazo também pode levar o cristão a abandonar sua fé).
3o. Antibíblica e antropocêntrica: (Centrada no homem, enfatiza os atos dos homens e não os atos de Deus, canta-se o que os homens fazem, falam, tocam, pisam, sobem, descem, etc. Não se canta os atos e as grandezas de Deus, não tem nada com o Deus soberano e todo poderoso da Bíblia. O homem continua sendo o protagonista e Deus coadjuvante na história de sua vida, não gera transformação, confiança e nem dependência de Deus.)
4o. Bíblica, mas técnica e teologicamente pobre: (Correta em sua ênfase nos atos de Deus e não nos atos do homem, enfatiza a grandeza e o poder de Deus, procura promover a dependência e a confiança em Deus, no entanto, muito pobre em sua letra e arranjos, geralmente com repetições excessivas formando um mantra gospel. Em tudo é pobre! Deus merece mais!)
5o. Bíblica e tecnicamente rica: (Correta em sua ênfase nos atos de Deus e não nos atos do homem, busca-se a glória de Deus e não do homem, enfatiza a confiança e dependência em Deus e Seus planos e não nos nossos. Contém riqueza poética, na melodia e nos arranjos. Teologicamente consistente e tecnicamente rica, pois Deus merece o melhor! Gera humildade no adorador, transformação do homem e submissão à soberana vontade de Deus, gera confiança e dependência ao Deus da Bíblia que é amoroso, justo e fiel! Não são apenas os cânticos antigos, mas alguns cânticos contemporâneos são elevados e suprem estes requisitos, basta procurar.
Em resumo, cantamos o que cremos. Boa música sacra, exige necessariamente boa teologia, pois cantamos a nossa fé! Precisamos respeitar a fé dos outros mas é no mínimo esquizofrênico querer ser membro de uma igreja reformada, como a Igreja Presbiteriana do Brasil por exemplo, e cantar a fé de outras vertentes. Queremos apresentar o melhor para Deus e assim evoluir progressivamente até alcançar a excelência para a glória de Deus.
Veja mais sobre o tema na série de estudos: LOUVOR E ADORAÇÃO (Uma perspectiva histórica e teológica)

Características dos Falsos Profetas – Exposição de 2a Pedro 2.1-3

Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade;”  (2a Pedro 2:1-3)

Quatro Características dos Falsos Mestres:

  1. Eles surgem no meio do povo.
  2. Eles introduzem dissimuladamente heresias destruidoras.
  3. Eles fazem muitos seguidores.
  4. Eles fazem comércio do povo.

Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva (Declarar, decretar e determinar prosperidade e cura) e muitas outras heresias do nosso tempo.

LOUVAR É BENDIZER AS GRANDEZAS E OS FEITOS DE DEUS (Salmo 145)

“As pessoas estão morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas” John Piper.

Acreditamos que somente o verdadeiro louvor que enfatiza a glória de Deus é vital para manter a saúde espiritual da igreja. Pois, “se a busca da glória de Deus não for colocada acima da busca do bem humano nas afeições do coração e nas prioridades da igreja, o homem não será bem servido e Deus não será devidamente honrado.” John Piper (Alegrem-se os povos)

Música de louvor é técnica e literalmente música em que cantamos as grandezas e os feitos de DEUS. Qualquer coisa diferente disso, não é louvor.

Existem outros tipos de músicas, que são úteis para outros propósitos. Por exemplo, na Escola Bíblica Dominical as crianças cantam a sequência dos livros da Bíblia, histórias de personagens bíblicos como aquela antiga música de Barnabé de Chipre, etc… Óbvio que isto não é louvor! Mas tem outra utilidade, como a memorização por exemplo. Creio até que, durante uma pregação ou estudo, podemos usar a letra de uma música ou poesia (secular ou cristã) para reforçar algum ensinamento Bíblico, ilustrar (lançar luz) uma verdade, enfatizar um ponto, algo que faço muito, consciente de que isto não é uma música de louvor.

O verdadeiro louvor deve nos levar a literalmente bendizer a Deus e toda congregação deve participar. Um Culto que gira em torno de um grande Coral, por exemplo, que faz maravilhosas apresentações e que a congregação não participa, é no mínimo estranho pois o propósito de um coral ou grupo de louvor deveria ser o de conduzir e auxiliar a igreja na adoração enquanto todos cantam. Creio até que eventualmente podemos ter, como fazemos, músicas que contam e narram histórias bíblicas em uma Cantata ou logo após uma pregação, onde a congregação não participa e apenas o grupo canta. A letra pode ter o propósito de enfatizar e ajudar a fixar a mensagem pregada ao narrar eventos e histórias Bíblicas ou de personagens Bíblicos, mais do que propriamente bendizer os grandes feitos de Deus. Isto pode acontecer e acontece, e creio que pela própria natureza deste estilo, o propósito é outro. Uma música, logo após uma mensagem por exemplo, pode reforçar o que foi pregado sem necessariamente convidar a igreja para se colocar em pé e louvar a Deus. Já fizemos isso muitas vezes.

Mas o pior de tudo mesmo é chamar a igreja para louvar (bendizer os feitos de Deus) e cantar as músicas evangélicas de hoje que enfatizam os feitos do homem e não de Deus. Letras como “Quero subir, quero tocar, quero pisar…” claramente não têm nada de louvor. Tem música que parece mais um mantra gospel, pois repete infinitamente palavras que não dizem nada a respeito das grandezas de Deus. São pobres na letra, nos arranjos, na melodia… em tudo! Posso gostar e ouvir em meu carro ou em minha casa, em momentos de entretenimento como ouço qualquer outra música, evangélica ou não. Gosto não se discute! Mas no louvor, meu gosto musical não pode ser mais importante e sobrepor ensinos claros e precisos da Bíblia.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja bíblica-reformada, e assim, acredita que devemos cantar as grandezas e os grandes feitos de Deus como lemos no Salmo 66, que nos convida a dar glórias a Deus e louvá-Lo dizendo: Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder.” (Salmo 66)  Louvar significa literalmente bendizer, e se o Culto é para o louvor de Deus, as músicas adequadas para louvor são somente aquelas que exaltam os grandes feitos e a grandeza de Deus e não do homem. Somos convidados a louvar a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz. Os Salmos nos ensinam isso, leia atentamente o Salmo 145:

1 Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. 2 Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre. 3 Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável. 4 Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.  5 Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade e nas tuas maravilhas. 6 Falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e contarei a tua grandeza. 

Qualquer outra ênfase musical pode ser útil para entretenimento pessoal, mas nunca para conduzir o podo de Deus em louvor e adoração.

LOUVAR: BENDIZER AS GRANDEZAS E OS FEITOS DE DEUS (Salmo 145)

 

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A maior luta do mundo

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Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. (Gênesis 32:30)

A maior luta do mundo ocorre quando o homem luta com Deus. Nesta passagem Jacó havia acabado de lutar com Deus. Uma causa muito específica estava em jogo, mas quando a luta terminou, sua alma foi salva e ele percebeu que esteve face a face com Deus.

Hoje, o homem ainda luta com Deus quando é confrontado em seu coração. Podemos fugir da face de Deus durante toda uma vida, resistir temporariamente ao Seu chamado, nos esconder em meio a roda viva do dia a dia, nos entorpecer e fugir da realidade… No entanto, mais cedo ou mais tarde seremos confrontados com o inevitável. Deus é uma realidade inegável e todos teremos que comparecer perante Ele.

Não fuja, mas se renda o mais cedo possível a esta graça irresistível antes que seja tarde de mais, e descobrirá um Pai amoroso e pronto para nos perdoar e nos aceitar. Veja a Deus face a face e sua alma será salva!

“Discernindo o tempo de Deus em nossa vida” Eclesiastes 3.1-8

Deus é Senhor do Tempo e precisamos discernir o Tempo de Deus em nossa vida. Entender que o Senhor do Tempo está usando cada evento de nossa vida para um propósito maior e como um tapeceiro está tecendo nossa história para realizar os sonhos Dele em nós.

1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: 2 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; 4 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; 5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; 6 tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; 7 tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; 8 tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. Eclesiastes 3:1-8 

Terceira mensagem da série de Exposições bíblicas no livro de Eclesiastes:

Shrek, a ovelha perdida

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Shrek, a ovelha perdida que ficou sem tosa por 6 anos. O caso ocorreu na Nova Zelândia e quando ela foi encontrada, já quase não conseguia mais andar, pois dezenas de quilos de lã se tornaram um fardo pesado.

No passado, em terras bíblicas, era comum ovelhas se perderem. Uma rica ilustração usada nos textos antigos para se referir ao ser humano longe de Deus. Enfermidades emocionais e espirituais, e até frustrações religiosas vão se acumulando, se tornando um fardo pesado. Até que Deus, o Pastor de nossas almas nos encontra e nos resgata de vãs filosofias, perdidos em nossas ilusões, cansados dos fardos pesados:

“Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor DEUS. A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei…” (Ez 34.15-16)

Por isso o convite de Jesus Cristo para você: “Vinde a mim vós todos que estão cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei” (Mt 11.28)