A FORMAÇÃO DE UM GRANDE LÍDER

“A FORMAÇÃO DE UM GRANDE LÍDER” – Como Deus Prepara um Pastor – Estudo biográfico sobre a vida de Moisés – Atos 7:20-36” Pr. Edgard Casolli Neto Pregado durante o Culto Gratidão pelos Pastores Jubilados – Igreja Presbiteriana Vila Alpes – São Carlos

 

1. TEXTO: Atos dos Apóstolos 7:20-36

20  Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai;21  quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.22  E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.23  Quando completou quarenta anos, veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel.24  Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio.25  Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam.26  No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros?27  Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós?28  Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio?29  A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.30  Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia.31  Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor:32  Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la.33  Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.34  Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito.35  A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça.36 Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.

2. INTRODUÇÃO:

“Imaginemos que um exército tenha enviado várias cartas, convocando os homens de seu país para uma guerra. E uma destas cartas foi extraviada e acabou ficando perdida por algumas décadas em algum depósito do correio ou coisa parecida.

Passados muitos anos, reencontraram esta carta e a enviaram para o seu destinatário. Aquele homem que ficou sem receber esta carta na época da convocação, ainda se encontra no mesmo endereço, no entanto, como muitos anos se passaram, naturalmente que ele já não é mais aquele jovem, cujo vigor é exigido para uma grande missão.

Agora ele está com os seus oitenta anos e consequentemente, carrega consigo todas as dificuldades e limitações que os seus oitenta anos de vida lhe acrescentaram.

Imaginemos agora esta pessoa recebendo esta carta. Qual seria a sensação deste homem ao abrir esta carta e ler a convocação que lhe é feita?

Pense agora em Moisés, lembre-se que este grande líder foi chamado por Deus para uma grande missão quando tinha exatamente oitenta anos, já havia vivido dois terços de sua vida, pois todos os anos de sua vida foram cerca de 120 anos. Podemos imaginar o que passava no coração de Moisés ao receber esta convocação?”

Esta ilustração enfatiza o chamado de Moisés e a possível impressão que ele teve, ao ser convocado para libertar o povo de Israel. Alguns intitulam esta convocação de Moisés como um “chamado tardio”. Mas esta avaliação não poderia ser correta, pois a convocação de Deus não se extraviou, como na ilustração acima, mas ela chegou na hora exata, no momento de Deus, que certamente é o melhor. No momento em que Moisés de fato estava pronto para cumprir aquilo que Deus lhe havia preparado.

Como sabemos, Moisés foi um grande líder. De fato, foi aos oitenta anos de idade que ele recebeu o chamado de Deus para ser um grande líder. O chamado é uma fase muito importante na vida de um líder, uma parte essencial. Mas o chamado não é tudo. É importante lembrar-mos que Deus prepara aquele a quem chama. Um estudo biográfico deste grande líder nos revelará que Deus já estava preparando e formando Moisés para ser um grande líder, muito antes do que podemos imaginar.

Veremos que não foi por acaso que Deus chamou Moisés apenas depois de terem se passado dois terços da sua vida.

3. CONTEXTUALIZAÇÃO:

O texto que acabamos de ler no livro de Atos dos Apóstolos, Lucas, o autor deste livro, narra o famoso sermão que o diácono Estevão proferiu no Sinédrio, diante de todos os que o acusavam de proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.

No capítulo anterior, temos o registro da instituição dos diáconos, onde os doze apóstolos convocaram a comunidade dos discípulos e lhes pediram que escolhessem dentre eles, “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (Atos 6:3), para que estes servissem ás mesas.

Dentre estes homens que foram escolhidos pela comunidade, há um destaque especial para Estevão, com a observação de ser ele um homem “cheio de fé e do Espírito Santo” (v.5).

No entanto, as virtudes de Estevão incomodavam alguns da sinagoga, pois nos é dito que “Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.” (v.8). E por isso se levantaram alguns dos que eram da sinagoga para discutir com Estevão, porém “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava.” (v.10). Sendo assim,  subornaram alguns homens para que dissessem ter ouvido Estevão proferir “blasfêmias contra Moisés e contra Deus” (v.11).

Finalmente “sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio.” (v.12). No Sinédrio[1] o sumo sacerdote lhe indagou se de fato isto era verdade, ao que Estevão lhe respondeu proferindo este famoso sermão que percorre todo o cap.7 do livro dos Atos dos Apóstolos.  Este sermão enfureceu de tal forma aqueles homens, que ao terminar de proferi-lo, eles arremeteram contra Estevão e lançando-o fora da cidade o apedrejaram até a morte, dando início assim a primeira e grande perseguição da Igreja primitiva.

Naturalmente que o propósito do seu sermão não era o de fazer uma biografia da vida de Moisés, mas ao começar por Abraão, ele discorre por todos os patriarcas mostrando o pacto que Deus havia feito com eles,  e dando um destaque na escravidão que o povo de Israel passou no Egito, Estevão lembra que o povo de Israel estava sendo “forçado a enjeitar seus filhos para que não sobrevivessem.” (v.19). E que neste tempo “nasce Moisés, que era formoso aos olhos de Deus”. (v.20). Sendo que à Moisés, Estevão dá maior destaque, dividindo a descrição da sua vida em três fases de quarenta anos:

1)    Na primeira fase (v. 20 a 23), em seus primeiros quarenta anos de vida, Moisés foi criado pela filha de Faraó, e nos é dito que ele foi educado em toda a ciência dos egípcios.

2)    Na segunda fase de sua vida (v.23 a 34), seus segundos “quarenta anos de vida”. Estevão nos lembra que após Moisés ter matado um egípcio que oprimia um hebreu, ele foge e torna-se “peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.” (v.29). Esta segunda fase da sua vida, se encerra com o seu chamado para retornar à terra do Egito e libertar o povo de Israel. Pois lemos: Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia.”(v.30). E o Senhor lhe diz: “Vem agora, e eu te enviarei ao Egito”(v.34)

3) Finalmente, a terceira fase da vida de Moisés é relatada (v.35, 36). Onde Moisés  de fato retorna ao Egito e liberta o povo de Israel “fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.”v.36

Como podemos perceber, temos no sermão de Estevão as três fases da vida de Moisés,

sendo que cada uma destas três fases dura cerca de quarenta anos. Estevão continua este sermão até o v.53, e ainda fala de Moisés nestes versos. O propósito de Estevão ao proferir este sermão era o de convencer seus primeiros ouvintes de que o mesmo Moisés já havia predito que Deus suscitaria um profeta, pois os lembra daquilo que Moisés havia dito no passado: “Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.” v.37 Assim, cheio de fé e do Espírito Santo, Estevão ainda lembra os seus ouvintes de que, os seus primeiros pais haviam desobedecido ás palavras de Moisés. E passando ainda por Josué, Davi e Salomão, com muita ousadia Estevão conclui seu sermão dizendo a todo Sinédrio:

“Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis aoEspírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetasvossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vindado Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes alei por ministério de anjos e não a guardastes.” (v.51 a 53)

De fato, como já dissemos, o propósito de Estevão ao proferir este sermão, começando pelo patriarca Abraão, era o de mostrar aos seus primeiros ouvintes quem era o nosso Senhor Jesus Cristo, e convencê-los de que assim como seus primeiros pais resistiram ao Espírito Santo no passado (ao matarem os profetas que anteriormente lhes havia anunciado a vinda do Justo), eles também resistiam ao mesmo Espírito Santo ao se tornarem traidores e assassinos de Jesus Cristo, o Justo.

Ficando claro isto, tomo a liberdade de me utilizar da brilhante exposição que Estevão faz da vida de Moisés, para a partir disto, expor um sermão biográfico deste grande líder que foi Moisés. Veremos a sua formação, tanto teórica e intelectual,  como também a sua formação prática e pastoral, para que finalmente possamos ver um pouco do exercício da sua liderança. Sendo assim, tratarei nesta hora do seguinte tema:

4. TEMA: A FORMAÇÃO DE UM GRANDE LÍDER

5. DIVISÕES:

5.1 – FORMAÇÃO TEÓRICA (INTELECTUAL) DE UM  GRANDE LÍDER (v.20-23)

20  Por esse tempo, nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses, foi ele mantido na casa de seu pai; 21  quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho. 22 E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. 23  Quando completou quarenta anos, veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel

Por esse tempo, é justamente o tempo em que o povo de Israel (que havia subido ao Egito por intermédio de José), havia sido feito escravo no Egito, logo depois que foi levantado um novo rei no Egito que não conhecera a José. Neste tempo,  viu este rei que o povo de Israel se multiplicava grandemente, e temendo uma revolta, mandou que as parteiras matassem todos os filhos dos israelitas recém nascidos, permitindo no entanto, que as filhas vivessem.

Conforme encontramos no livro de Êxodo cap.2, Moisés era formoso desde seu nascimento, e por isso foi ocultado por seus pais para não ser morto, até que finalmente foi colocado em um cesto de junco e lançado no mesmo rio em que se banhava a filha de Faraó, que ao ver o cesto com a criança, se compadece dela pois chorava muito. Assim, a filha de Faraó a toma para si, e lhe dá o nome de Moisés que significa “tirado das águas”. Pela providencia de Deus, a verdadeira mãe de Moisés, Joquebede, é chamada para servir de ama para a criança.

Finalmente, Moisés é criado como filho da filha de faraó, e educado em todaa ciência dos egípcios”, tornando-se assim, “poderoso em palavras e obras” (v22).

Vemos em tudo isto a providência de Deus na vida de Moisés, para que finalmente, a educação deste grande líder fosse a melhor da época. Sua formação intelectual foi excepcional.

Segundo estudiosos da história do Egito, no período do “Novo Reino” do Egito, (provavelmente período em que Moisés cresceu no Egito) haviam grandes instalações educacionais da corte egípcia, que serviam para treinar os herdeiros reais de príncipes tributários. Embora estes príncipes eram mantidos como reféns para assegurar o recebimento de impostos, estes jovens eram muito bem tratados naquela prisão principesca, pois se falecia algum príncipe distante, um filho seu que fora treinado nestas grandes instalações educacionais e em toda cultura egípcia,  seria nomeado para ocupar o trono vago, na esperança de que se tornaria leal vassalo de Faraó. É altamente provável que Moisés tivesse recebido seu treinamento egípcio na companhia de herdeiros reais da Síria e de outras terras.[2]

Este centro educacional também é identificado por alguns como o  “Templo do Sol”, um centro educacional egípcio descoberto por arqueólogos da atualidade. E devido a sua magnitude educacional, muitos estudiosos da atualidade o chamam de “Oxford do Mundo Antigo”[3]

Esta educação na corte egípcia tinha o propósito de formar líderes, com isso vemos como que Moisés realmente estava no lugar certo. Pela providencia de Deus, Moisés estava sendo preparado para ser um grande líder que formaria a legislação do povo de Israel. Alguém que escreveria nada mais nada menos que todo o Pentateuco, precisaria ter uma educação á altura.

Naturalmente que seus escritos bíblicos foram frutos de uma revelação divina, mas Deus não deixou de dar-lhe condições de ter uma formação literária excepcional, simplesmente a mais avançada da época.

A arqueologia tem nos ajudado bastante a cerca deste assunto, a descoberta dos tabletes de Tell el-Amarna, mostrou que nos dias de Moisés havia uma cultura literária adiantada por todo o Oriente Próximo e Médio. Assim, é provável que Moisés tenha aprendido a escrever nos hieróglifos egípcios, na escrita cuneiforme acádica, e, talvez em alguma escrita cuneiforme Ugarite, quase idêntica à escrita dos hebreus da época.[4]

Os códigos de direito da época, provavelmente também faziam parte de tal treinamento. O Código de Hamurábi, por exemplo, era amplamente estudado e comentado por escribas egípcios, de modo que Moisés possivelmente o conhecia bem. Com as possíveis exceções de Salomão, Daniel e Neemias, nenhum outro personagem do Antigo Testamento, recebeu treinamento semelhante.[5]

De fato, a ciência egípcia era bastante desenvolvida para a sua época, de modo que antigos historiadores como Filo e Josefo[6], dizem em suas obras que a casta sacerdotal dos egípcios tinham um elevado conhecimento em ciências como: astronomia, medicina, matemática, filosofia religiosa, aritmética, geometria, todo o ramo de música, e como já vimos, os hieróglifos e os idiomas assírios e caldeus. Os mestres de Moisés não eram apenas egípcios, mas também gregos e assírios.

A formação teórica e intelectual de Moisés foi excepcional. Se olharmos para a história do povo de Deus veremos que, salvo algumas exceções, os grandes líderes que Deus usou, sempre tiveram uma boa formação.

Nos lembremos por exemplo de Daniel e dos seus outros três companheiros. Nos é dito que “a estes quatro jovens, Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria” (Dn. 1:17). E por isso, estes jovens passaram a assistir diante do rei Nabucodonosor, de sorte que “Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.” (Dn. 1:20)

Muitos outros grandes líderes de Deus foram excepcionalmente bem preparados, como por exemplo: Neemias, Samuel, Salomão e mesmo no Novo Testamento, os mais bem preparados foram os que de fato mais fizeram pela obra de Deus. O grande líder e Apóstolo Paulo, durante uma defesa que faz diante de seus compatriotas, diz: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje. (Atos 22:3)

Gamaliel era doutor da Lei e membro do Sinédrio. Este professor do apóstolo Paulo era tido em tão alta estima que era chamado de “Rabã” que significa “nosso mestre”, um título mais elevado que “Rabí” que significa, “meu mestre”.[7]

Mesmo os grandes líderes da atual Igreja, como os reformadores, Martinho Lutero e João Calvino, tiveram uma extensa formação intelectual, que foi-lhes de grande utilidade no exercício da liderança.

A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, referindo-se ao líder no Sagrado Ministério prescreve no Art.32: “O ministro, cujo cargo e exercício são os primeiros na Igreja, deve conhecer a Bíblia e sua teologia; ter cultura geral; ser apto para ensinar e são na fé…” Não podemos jamais desprezar uma boa formação, se de fato queremos ser um bom líder na Igreja de Cristo. Ainda que seja possível encontrarmos um bom líder que não teve uma boa formação, isto será uma exceção. É certo que seria um líder melhor ainda, se também tivesse uma boa formação.

Na providência de Deus, Moisés teve formação intelectual e teórica excelente, do mais alto nível, ao ponto de Estevão, em seu sermão, dizer que Moisés era um homem “poderoso em palavras e obras.” Mesma qualidade atribuída a Jesus Cristo em Lucas 24:19 “Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo,”

Esta primeira fase na vida de Moisés durou quarenta anos, conforme lemos no v.23 Quando completou quarenta anos, veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel”. Completado os seus quarenta anos, Moisés passa por uma fase de transição, pois Deus ainda pretendia prepará-lo por mais quarenta anos, para só então, finalmente usá-lo.

Conhecimento intelectual e teórico é muito importante, mas não é tudo, um grande líder não é formado apenas disto. É necessária também uma formação prática e pastoral, e que muitas vezes pode ser até mais árdua que a formação teórica, como foi no caso de Moisés.

Esta formação prática, tão necessária para moldar um grande líder, Moisés também não deixou de ter, como veremos em seguida.

5.2 – FORMAÇÃO PRÁTICA (PASTORAL) DE UM GRANDE LÍDER (v.23-34)

O mesmo versículo que encerra a primeira fase da vida de Moisés, também inicia a segunda fase de sua vida. Pois agora, Moisés passa por uma transição radical que o leva a um segundo aspecto extremamente importante na formação de um grande líder. Como vimos, durante os seus primeiros quarenta anos de vida, Moisés viveu nos palacetes, não só com a educação, mas também com todo o requinte e conforto que o Egito podia oferecer.

Vemos no v.23 que, ao completar quarenta anos veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel”. Certamente que Moisés sabia da situação em que viviam seus irmãos, pois eram todos escravos no Egito. Tudo indica também que, de alguma forma, Moisés tinha um conhecimento da fé do seu povo. Teve acesso a esta fé, possivelmente através da sua mãe verdadeira, que lhe serviu de ama durante a sua infância, até que finalmente ele veio a ser entregue á filha de Faraó.

O autor da carta aos Hebreus nos relata que a atitude de Moisés, a de abandonar os privilégios do Egito e se dirigir em direção aos seus irmãos, foi um ato de fé. “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,  preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir dos prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.” Hebreus 11:24-26

Na verdade, o que tudo indica é que Moisés, além de já ter uma fé em Deus, de alguma forma já tinha também a consciência de que Deus queria salvar o Seu povo por seu intermédio, pelo fato de se dirigir até seus irmãos da forma que o fez. Estevão diz em seu sermão que “Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles porém não compreenderam.” (Atos 7:25)

Assim, possivelmente pensava ele que através de sua influência, ele poderia de alguma forma ajudar a seus irmãos. Mas isto não deveria acontecer a seu próprio modo, mas sim, ao modo de Deus. Naturalmente que Moisés ainda tinha muito o que aprender, pois apesar de todo o seu conhecimento intelectual, com o preparo que teve no Egito, faltava-lhe ainda uma dependência de Deus que ele não tinha.

No seu sermão, Estevão nos lembra que ao visitar seus irmãos, Moisés viu um deles sendo maltratado por um egípcio, e ele “vingou o oprimido, matando o egípcio” (Atos 7:24). No livro de Êxodo, vemos ainda que Moisés “olhou de um e de outro lado, e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia.” (Ex.2:12).

Realmente Moisés queria ajudar a seus irmãos, só que para isso agia através de suas próprias mãos, e não pelas mãos de Deus, agia a seu próprio modo e não no modo de Deus.

“No dia seguinte, aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz,dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros? Mas o queagredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? Acaso, queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio?” (Atos 7:26-28)

Lemos “No dia seguinte…”, ou seja, de fato Moisés continuou insistindo no que havia proposto, ou seja, fazer seus “irmãos entenderem que Deus os queria salvar por intermédio dele” v.25, e insistia nisto um dia após o outro, pois depois de matar o egípcio, “no dia seguinte” já estava agindo novamente.

Moisés tentou esconder o que havia feito, mas logo em seguida soube que já haviam descoberto o seu assassinato, e isto teve sérias consequências. O livro de Êxodo, registra que desde então, Faraó sabendo disto o procurava para matá-lo e por isso ele temeu e fugiu para a terra de Midiã.

Para que ele fosse um grande líder diante de todo aquele povo, restava-lhe ainda muita experiência, algo que finalmente só lhe foi possível na terra de Midiã, para a qual ele fugiu após ter matado o egípcio, como lemos: “Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.” (Atos 7:29)

Na terra de Midiã, Moisés se casa com Zípora e tem dois filhos. Seu sogro Jetro, era sacerdote de Midiã e pastor de ovelhas, ocupação esta, a de pastor de ovelhas, é que Moisés se dedicará nos próximos quarenta anos de sua vida.

Este povo, o dos Midinitas, derivava de cinco famílias, cada qual descendentes dos cinco filhos de Midiã, que por sua vez era filho de Abraão com a sua concubina, Quetura. A história deste povo começa quando Abraão os envia na direção do Oriente, e eles passaram a viver na península da Arábia e do Sinai.

É nesta região que agora Moisés passa a habitar. Um território desértico e hostil, onde a sobrevivência humana é muito difícil. Em vez da escola no palácio egípcio, Moisés agora experimenta a escola do deserto. Em vez da riqueza e fartura do Egito, Moisés agora experimenta a simplicidade e escassez do deserto. Em vez da suntuosidade das vestimentas palacianas, suas vestes agora eram grosseiras e surradas, sua alimentação era frugal, sua habitação era por certo em tendas.

A ocupação pastoril, que Moisés passou a exercer, também tinha muito o que lhe ensinar. Enquanto pastoreava o rebanho de seu sogro, aprendendo a sobreviver no deserto, Deus o preparava para pastorear o Seu rebanho, de forma a também mantê-los vivos no deserto.

É importante observar que as ovelhas que Moisés pastoreava no deserto, não eram suas, e sim de seu sogro, como lemos “E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, o sacerdote de Midiã…”(Êxodo 3:1). Naturalmente, Moisés tinha que prestar contas do seu pastoreio ao seu sogro Jetro. Da mesma forma, o povo que Moisés quarenta anos depois viria a pastorear neste mesmo deserto, não lhe pertencia, mas era o povo de Deus, e de igual modo, Moisés também deveria prestar contas do seu pastoreio a Deus.

A arte de pastorear requer mansidão e paciência, algo que Moisés estava aprendendo no dia a dia com as suas ovelhas no deserto.

Todas estas circunstâncias o faziam se despir da sua auto-suficiência que o Egito lhe havia conferido, e agora o obrigava a se revestir de uma total dependência de Deus, desde as mínimas coisas.

Além de tudo, agora Moisés tinha um aprendizado espiritual, pois seu sogro era o sacerdote de Midiã. Certamente ele tinha muito o que ensinar a Moisés. O pouco que a Bíblia fala deste homem, nos mostra ser ele um homem piedoso e muito temente a Deus, e tinha uma grande amizade para com Moisés. Muito tempo depois isto irá ficar bem mais claro, pois lemos no livro de Êxodo cap.18 quando Moisés liberta o povo de Israel e segue em direção ao deserto, seu sogro vai até ele, e lemos:

“Moisés saiu ao encontro do seu sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda. Contou Moisés a seu sogro tudo o que o SENHOR havia feito a Faraó e aos  egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram noagito, e como o SENHOR os livrara. Alegrou-se Jetro de todo o bem que o SENHOR fizera a Israel, livrando-o da mão dos egípcios, e disse: Bendito seja o SENHOR, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó; agora, sei que o SENHOR é maior que todos os deuses, porque livrou este povo de debaixo da mão dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo. Então, Jetro, sogro de Moisés, tomou holocaustoe sacrifícios para Deus; e veio Arão e todos os anciãos de Israel para comerem pão como sogro de Moisés, diante de Deus.” (Êxodo 18:7-12)

O sogro de Moisés era um sacerdote, sacrificava ao Senhor e se alegrava com os feitos de Deus. Seriam estas amizades que também ajudariam a formar o caráter de Moisés fazendo-o finalmente ser um grande líder. Sim, Moisés viria a ser um grande líder do povo de Israel, libertador, legislador e profeta. Mas não do seu modo, e sim, ao modo de Deus. Não na sua hora, mas na hora de Deus. Não apenas com uma formação intelectual e teórica, mas também com uma formação prática e pastoral. Para que, tendo Deus finalmente lapidado aquela pedra bruta, tanto no aspecto teórico como no aspecto prático, pudesse agora usá-la como bem entendesse.

Assim, completados os quarenta anos de experiência e aprendizado no deserto, finalmente Deus se manifesta a Moisés no deserto do Sinai, como lemos: “Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia.”(v.30) E o Senhor lhe diz: “Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito.” (v.34)

Este chamado de Moisés é relatado com maiores detalhes no livro de Êxodo, onde vemos que no princípio, Moisés relutou em aceitar esta convocação, não se achando capacitado para tal missão, mas finalmente ele se sujeita á vontade de Deus.

Vemos com isto, como que aqueles duros quarenta anos no deserto pastoreando ovelhas haviam mudado o seu coração. Não vemos mais aquele Moisés auto-suficiente, que queria libertar os seus irmãos com as próprias mãos. Vemos agora é um novo Moisés.

De certo modo, até mesmo um tanto inseguro em si mesmo, mas totalmente dependente de Deus. Finalmente, colocado nas mãos de Deus, ele de fato se torna um grande líder.

Vimos que para ser um grande líder é necessário uma formação teórica (intelectual) e uma formação prática (pastoral). Veremos finalmente o que Deus pode fazer com um homem formado para ser um grande líder.

5.3 – FORMADO PARA SER UM GRANDE LÍDER (v.35-36)

35  A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. 36  Este os tirou, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.

Segundo o texto, Moisés retorna agora ao Egito como “chefe e libertador” do povo de Israel. Dois terços da sua vida haviam se passado. Durante todos estes anos o Senhor o estava formando e preparando para esta grande obra, que certamente não faria sozinho, mas conforme diz o texto: “com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça” v.35

Com isto, vemos mais uma grande lição, que o segredo do líder não está na sua formação em si, seja ela teórica ou prática, mas sim, no exercício de sujeitar esta mesma formação a uma total dependência de Deus.

De fato, como vimos, Deus estava preparando Moisés desde o início de sua vida, mas o sucesso de sua liderança depende totalmente da “assistência do anjo que lhe apareceu na sarça.” V.35

Sem esta assistência, este grande líder não poderia tirar o povo de Israel do Egito, fazendo os sinais e prodígios registrados nas Sagradas Escrituras.

Segundo o texto, estes sinais e prodígios foram feitos:

1.    Na terra do Egito. (Além de outros sinais, os principais foram as famosas dez pragas do Egito)

2.    No mar vermelho. (Foi aberto para que o povo atravessasse em terra seca, o que tentando os egípcios, foram tragados pelo mar.)

3.    No deserto por quarenta anos. (Deus operou dezenas de milagres através da vida de Moisés, durante estes quarenta anos.)

Na carta aos Hebreus, somos lembrados que estes grandes sinais foram feitos através da fé que este grande líder Moisés tinha para com Deus:

Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei;antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Pela fé, celebrou a  Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo. (Hebreus 11:27-29)

Moisés foi formado para ser um grande líder, e de fato, exerceu a sua liderança com sucesso. Todo seu conhecimento intelectual e a sua formação prática lhes foram úteis no exercício de sua liderança, no entanto, sempre se sujeitando ao SENHOR e confiando plenamente em Deus, pois como acabamos de ler na Carta aos Hebreus, foi pela fé que Moisés exerceu a sua liderança.

A sua formação foi útil durante toda a sua liderança. Moisés formulou a legislação do povo de Israel, a qual recebe o seu próprio nome, “A Lei de Moisés”. Precisou ser sábio para guiar aquele povo pelo deserto durante os seus últimos quarenta anos de vida. Seria impossível relatarmos aqui, todas as experiências que encontramos na vida de Moisés durante este período em que já estava formado para ser um grande líder.

Mas não podemos deixar de relatar algumas atitudes que são imprescindíveis ao líder, como por exemplo o ato de ouvir.

Toda sabedoria e conhecimento adquiridos no Egito, unida ao espírito pastoral e compreensivo de um pastor de ovelhas, fez com que Moisés, mesmo sendo o libertador e legislador do povo de Israel, ainda tivesse a humildade necessária para ouvir os conselhos dos mais velhos e mais experientes.

No livro de Êxodo, cap.18 vemos como que Moisés assentava-se para “julgar opovo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr-do-sol.” (v.13) E o seu sogro vendo esta situação aconselha a Moisés dizendo: “Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.” (v.21,22)

O grande líder é aquele que sabe ouvir, pois a isto lemos em seguida que Moisés “atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera.” (v.24)

A formação pastoral em Moisés fica evidente na sua capacidade de se identificar com as seus liderados, assim como o pastor se identifica se condói das suas ovelhas. O grande líder é aquele que se identifica com as causas de seus liderados, e isto Moisés fazia muito bem. É certo que ele o fazia também como um profeta e sacerdote que o era, mas não podemos deixar de observar que ao se colocar no lugar do povo, ele não deixava de exercer a sua liderança. Não há como desassociar uma coisa da outra.

Assim, este grande líder com ousadia se colocava no lugar do povo, disposto a sofrer as consequências juntamente com ele. Esta característica fica evidente quando lemos no livro de Êxodo que Moisés intercedeu pelo dizendo: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste. (Ex.32:32)

Moisés teve uma formação teórica e intelectual, e também uma formação prática e pastoral, para finalmente exercer a sua liderança. Deus o preparou durante um longo tempo, para Lhe servir. De fato Moisés foi um grande líder.

6. – CONCLUSÃO:

Com base no sermão de Estevão, onde a vida de Moisés é dividida em três fases, vimos a formação de um grande líder.

A formação teórica (intelectual) de Moisés foi excepcional. Se olharmos para a história do povo de Deus veremos que, salvo algumas exceções, os grandes líderes que Deus usou, sempre tiveram uma boa formação. De fato é preciso conhecer para poder ensinar e liderar.

No entanto, como vimos, apenas uma formação intelectual não é o suficiente para um grande líder. É necessário uma boa dose de experiência, uma formação prática e pastoral faz com que a nossa formação teórica tome seu verdadeiro sentido.

Moisés, mesmo tendo uma boa formação intelectual, sendo criado em toda ciência dos egípcios, não foi bem sucedido em sua primeira tentativa de fazer com que seus irmãos entendessem que Deus os queria salvar por intermédio dele. Somente depois de uma experiência de mais quarenta anos, pastoreando ovelhas no deserto, aprendendo muitas coisas com o seu sogro sacerdote de Midiã, é que ele finalmente esteve pronto para pastorear o povo de Deus.

Moisés precisou se colocar nas mãos de Deus e aprendeu que todo o seu conhecimento intelectual, ainda que excepcional, não seria de valor algum se Deus não estivesse com ele. Moody, ao se referir às três fases na vida de Moisés, diz que ele gastou:

40 anos pensando que era alguém

40 anos aprendendo que não era ninguém

40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.

Vemos dois terços de uma vida sendo gastos com a formação de um líder, para que somente assim, um terço de sua vida finalmente ser gasto no exercício de sua liderança.

Hoje em dia, nem sempre a preocupação na formação de um líder é a mesma. O tempo de formação de um líder tem sido o menor possível, e quando há uma boa formação, dificilmente ela é proporcionalmente equiparada nos seus dois aspectos básicos: o teórico (intelectual) e o prático (pastoral e espiritual).

A igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo necessita de grandes teólogos, de homens que possuam todo o conhecimento que estiver ao seu alcance, mas a Igreja de Cristo também precisa de líderes que saibam conduzir o rebanho ao Sumo Pastor de nossas almas.

Creio que a igreja nunca teve tantos teólogos de vasta cultura como temos nos dias de hoje, mas ao mesmo tempo, a igreja de Jesus Cristo nunca teve tão poucos líderes que de fato lideram o rebanho.

Precisamos de mais homens como Moisés, cuja formação intelectual foi extensa e excepcional, mas também de uma formação prática e pastoral proporcionalmente extensa e eficaz, pois somente assim teremos no produto final, um grande líder.

Como vimos, para o sucesso de nossa liderança, é essencial que a nossa formação, em seus dois aspectos básicos: o teórico (intelectual) e o prático (pastoral e espiritual), seja total e continuamente sujeita ao Senhorio de Cristo. Pois somente através de uma real dependência e constante confiança no Sumo Pastor de nossas almas, é que exerceremos plenamente a nossa liderança.

[1] Sinédrio, era o nome dado ao mais alto tribunal dos judeus que se reuniam em Jerusalém.

[2] STEINDORFF e SEELE When Egypt Ruled the East, pg.105. Citado por SCHULTZ,  Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2000, pg.49

[3] SWINDOLL Charles R. Série Heróis da Fé – Moisés. São Paulo: Mundo Cristão, pg.56

[4] CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia Vol.4. São Paulo: Candeia, pg.335

[5] ALAN, R. Cole. Êxodo Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, pg.57

[6] Ver estas referências em CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Vol.3. Guaratinguetá: A Voz Bíblica, pg.149

[7] DOUGLAS, J. D. (org.). O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1995.

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3 comentários em “A FORMAÇÃO DE UM GRANDE LÍDER

  1. Meu querido sou Pb. da Igreja O Brasil Para Cristo em Maceió e fiquei feliz por pessoas como você que Deus Tem levantado, olha continue assim e fica com Deus.

    Abs.Adeilton

  2. A paz do senhor meu nome é Maria sou professora da escola dominical na minha igreja, fiquei muito feliz ao encontrar esse trabalho sobre a formação de um líder, me ajudou muito. Obrigado! Que Deus abençoe a sua vida e ministério ricamente.

  3. Também gostei muito deste estudo sobre a vida de Moisés, aprendi coisas novas, que nunca tinha ouvido antes; principalmente a parte que fala da formação dele nas ciências dos egípcios. Que Deus abençoe.

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