O MITO DA FAMÍLIA PERFEITA

O mito da família perfeita tem feito muito mal a muitas pessoas. As dificuldades podem começar na busca do cônjuge perfeito. Uma parábola persa conta que Nasrudin, querendo casar-se, saiu pelo mundo procurando uma mulher perfeita. Atravessou o deserto, chegou a Damasco, e conheceu uma mulher espiritualizada e linda. Mas ela sabia muito pouco das coisas do mundo; ele desinteressou-se dela e seguiu em frente. Em outra cidade encontrou uma mulher muito culta, mas ela não era bonita. Continuou sua viagem. Chegou ao Cairo, capital do Egito, e lá encontrou uma moça inteligente, culta, amável, dócil, terna, sincera, religiosa, muito bonita – o tipo da mulher perfeita. Mas esse encontro só gerou frustração, porque ela também procurava um homem perfeito.

Quem procura um cônjuge perfeito corre o risco de ser descartado por alguém que tenha o mesmo ideal. Todos os maridos são imperfeitos. Todas as esposas são imperfeitas. Todos os filhos são imperfeitos. Logo, não pode existir família perfeita. O único homem que podia ser um marido perfeito não se casou. Este homem é Jesus Cristo, e o casamento não fazia parte de sua missão neste mundo.

A mulher que tinha maiores probabilidades de ser uma esposa perfeita era Eva, antes de pecar. Mas ela se deixou seduzir pela serpente, arrastou seu marido para o pecado e arruinou a humanidade. Todos nós somos pessoas imperfeitas, vivendo ao lado de outras pessoas imperfeitas, em um mundo que se tornou imperfeito por causa do pecado.

E aqueles que já passaram para a igreja ou para a comunidade a imagem de família perfeita correm o sério risco de assumir uma postura hipócrita para manter tal imagem. Nas famílias mais ajustadas há conflitos, provações e frustrações. Expectativas ardentemente acalentadas não se realizam.

Sonhos alimentados durante anos não se concretizam. Conflitos nunca imaginados podem surgir inesperadamente. Em todas  as famílias há primavera, verão, outono e inverno. Primavera com muitas flores. Verão com sol e céu azul. Outono com muitos frutos. Mas há também inverno com dias nublados, frios, gelados, tempestuosos.

Os conflitos, as provações e as frustrações da vida em família fazem parte dos instrumentos que Deus usa para nos aperfeiçoar. Os conflitos nos ensinam a andar a segunda milha, a compreender, a perdoar. As provações nos ensinam a conviver com as nossas imperfeições. As frustrações nos fazem conscientes de que o nosso reino não está neste mundo; faz-nos, também, saudosos, anelar a vinda do reino de Deus, onde os nossos sonhos mais pomposos serão realizados, porque “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2.9).         Rev. Adão Carlos (adaptado)

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