Jovens Casais e a Arrebentação do Mar

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Na praia experimentamos o que chamamos de “arrebentação” nos primeiros metros do mar, conformes entramos na água. Neste perímetro o mar é mais agitado, mas depois que você avança para onde as ondas não quebram, ele é mais calmo. No casamento acontece algo muito parecido. Os primeiros anos são os mais difíceis, pois exigem adaptação, amadurecimento e sabemos que amadurecer dói. O casal tem que deixar pai e mãe, deixar de ser mimado, deixar de ser o príncipe e a princesa da casa para virar um homem e uma mulher de verdade. Fazer sexo não te faz homem nem mulher, agora casar e aguentar a arrebentação sim. Crescer dói e exige sacrifício dos dois lados. As vezes precisamos mudar hábitos arraigados por anos, para salvar a família e o casamento. Nesta hora descobrimos que a “vida a dois” não é um conto de fadas, não é um seriado de TV.

Há muitas razões que levam ao divórcio, mas muitos casais desistem nos primeiros anos e perdem o jogo logo no início, por pura falta de paciência. Muitos divórcios que acompanhei de casais mais jovens, poderiam ser evitados se fossem simplesmente mais pacientes. É necessário esperar a arrebentação passar e amadurecer com ela, pois só depois colhemos os frutos da estabilidade e maturidade conjugal. Jovem casal, saiba que ninguém mais que seu cônjuge será usado por Deus para o seu crescimento pessoal e espiritual. As vezes com os pais aprendemos o básico, a educação elementar, e por uma série de razões alguns pais nos “superprotegeram” e se ficássemos com eles nunca alcançaríamos a maturidade. Nestes casos, somente o casamento nos ensinará a ser um homem e uma mulher de verdade. Aproveite a oportunidade e deixe de ser criança, se torne logo um  adulto, para poder usufruir da bonança e estabilidade emocional que só quem é adulto, e sobreviveu a arrebentação, pode usufruir.

Velhos casais também enfrentam problemas, mas de outra categoria. Uma premiada jornalista, Jo Piazza, visitou 20 países pedindo conselhos a centenas de mulheres sobre como sobreviver a “arrebentação” dos primeiros anos na vida do casal. O resultado foi o livro How to Be Married: What I Learned from Real Women on Five Continents About Surviving My First (Really Hard) Year of Marriage (“Como viver o casamento: o que eu aprendi de mulheres reais dos cinco continentes sobre sobreviver ao meu primeiro (e realmente difícil) ano de casada”. Se você está vivendo este decisivo e importante período do casamento, seja bem vindo(a) ao “clube” pois pessoas do mundo inteiro sentem exatamente o que você está sentindo, ouçamos algumas de suas dicas:

  1. Dinamarca: deixe o telefone de lado e crie um lar aconchegante

O celular é um aparelho poderoso: pode receber mais atenção do que qualquer pessoa ao seu redor. Não foi uma surpresa, portanto, que em boa parte dos países ocidentais, Jo ouvisse esse conselho. Mas foi na Dinamarca que ela constatou uma decisão realmente firme a esse respeito por parte de homens e mulheres: “Quando você está com seu cônjuge, realmente tem que estar com seu cônjuge”, disseram a ela. Do país escandinavo, ela aprendeu ainda a palavra hygge, que significa algo como “a arte de criar um lar onde seja possível se sentir acolhido” – uma habilidade fundamental para um lar feliz.

  1. Índia: pratique a gratidão em seu relacionamento

Das mulheres que vivem em pequenos povoados ao longo do rio Brahmaputra, Jo aprendeu a nunca comparar o seu casamento com o de outros casais. Em vez disso, é preciso ser verdadeiramente grata por tudo de bom que o cônjuge faz e expressar com frequência essa gratidão. Já em Meghalaya, onde vive uma das poucas comunidades matriarcais do mundo, o conselho foi que todas as decisões sobre o dinheiro devem ser tomadas em conjunto, mesmo quando um dos cônjuges contribui mais que o outro para o orçamento familiar.

  1. Israel: cuide de você

“É fácil se perder em um casamento”, disseram a Jo várias judias ortodoxas que vivem em Jerusalém – mulheres fortes e destemidas, prontas para proteger a sua família em uma das regiões mais instáveis do mundo. “É fácil que, cuidando do marido e dos filhos, nos esqueçamos de cuidar de nós mesmas. Tome tempo para você e o casamento também será melhor para ele”. Esse cuidado pode vir de vários modos, segundo as sugestões das israelenses: “Faça um passeio sozinha, medite, tome um bom banho, prepare a sua comida favorita…

  1. Holanda: priorize a sua família como aquilo que é mais importante em sua vida

Na Holanda, Jo percebeu que as mulheres não permitem que suas carreiras interfiram em seus relacionamentos. A maioria das mulheres holandesas – 75% –, casadas ou não, optam por trabalhar a tempo parcial para ter mais tempo para seu casamento, seus filhos e seus interesses pessoais. Elas chamam essa opção de “decisão libertadora” – bem diferente de outros contextos em que isso seria julgado como uma concessão ao patriarcado.

  1. México: purifique-se de suas inseguranças

No México, Jo foi aconselhada a se libertar daquela pesada carga de inseguranças e traumas com a qual muitas vezes se chega ao casamento: se os seus pais se separaram, isso não significa que você vai se separar também, e se o seu primeiro namorado enganou você, não quer dizer que seu marido vai fazer o mesmo

      6. Quênia e Tanzânia: amplie o círculo de pessoas que estão dispostas a ajudar

Na África subsaariana, Jo esteve com as tribos Maasai e Samburu. Nessas tribos, as mulheres reconhecem que necessitam umas das outras para compartilhar as cargas da vida. Já no Ocidente, tendemos a nos isolar, formando “tribos de dois”, como escreve Jo. “É imperativo que ampliemos nossas tribos”, diz ela, ampliando o nosso círculo de amigos e fazendo crescer uma cultura mais relacional, em que procuremos ajudar mais uns aos outros na criação dos filhos.

Estes conselhos são úteis, mas nada disso terá força em um relacionamento onde não impera o amor. Um dos textos mais belos da Bíblia que celebra o amor é a passagem de 1a Coríntios 13. O texto inicialmente não foi dirigido para “namorados ou casais, mas certamente estes podem beber daqui os princípios básicos que devem orientar os relacionamentos”    Dr Augustus N. Lopes. Esta passagem foi uma carta direcionada para uma comunidade de pessoas que estavam se esfacelando, justamente por falta de amor. Este não é um problema muito atual nos casamentos e famílias modernas? Pois bem, o autor mostra a “Excelência do Amor” em três blocos: Só o amor que conta v1-3, Só o amor que triunfa v4-7, Só o amor que permanece v8-13. Desta forma, podemos desafiar os casais a viverem o amor maduro e duradouro que só uma caminhada a longo prazo pode proporcionar aos dois:

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. (1 Coríntios 13: 4-11)

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/como-viver-o-primeiro-ano-de-casamento-7-conselhos-de-varios-paises-do-mundo/

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