Jovens Casais e a Arrebentação do Mar

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Na praia experimentamos o que chamamos de “arrebentação” nos primeiros metros do mar, conformes entramos na água. Neste perímetro o mar é mais agitado, mas depois que você avança para onde as ondas não quebram, ele é mais calmo. No casamento acontece algo muito parecido. Os primeiros anos são os mais difíceis, pois exigem adaptação, amadurecimento e sabemos que amadurecer dói. O casal tem que deixar pai e mãe, deixar de ser mimado, deixar de ser o príncipe e a princesa da casa para virar um homem e uma mulher de verdade. Fazer sexo não te faz homem nem mulher, agora casar e aguentar a arrebentação sim. Crescer dói e exige sacrifício dos dois lados. As vezes precisamos mudar hábitos arraigados por anos, para salvar a família e o casamento. Nesta hora descobrimos que a “vida a dois” não é um conto de fadas, não é um seriado de TV.

Há muitas razões que levam ao divórcio, mas muitos casais desistem nos primeiros anos e perdem o jogo logo no início, por pura falta de paciência. Muitos divórcios que acompanhei de casais mais jovens, poderiam ser evitados se fossem simplesmente mais pacientes. É necessário esperar a arrebentação passar e amadurecer com ela, pois só depois colhemos os frutos da estabilidade e maturidade conjugal. Jovem casal, saiba que ninguém mais que seu cônjuge será usado por Deus para o seu crescimento pessoal e espiritual. As vezes com os pais aprendemos o básico, a educação elementar, e por uma série de razões alguns pais nos “superprotegeram” e se ficássemos com eles nunca alcançaríamos a maturidade. Nestes casos, somente o casamento nos ensinará a ser um homem e uma mulher de verdade. Aproveite a oportunidade e deixe de ser criança, se torne logo um  adulto, para poder usufruir da bonança e estabilidade emocional que só quem é adulto, e sobreviveu a arrebentação, pode usufruir.

Velhos casais também enfrentam problemas, mas de outra categoria. Uma premiada jornalista, Jo Piazza, visitou 20 países pedindo conselhos a centenas de mulheres sobre como sobreviver a “arrebentação” dos primeiros anos na vida do casal. O resultado foi o livro How to Be Married: What I Learned from Real Women on Five Continents About Surviving My First (Really Hard) Year of Marriage (“Como viver o casamento: o que eu aprendi de mulheres reais dos cinco continentes sobre sobreviver ao meu primeiro (e realmente difícil) ano de casada”. Se você está vivendo este decisivo e importante período do casamento, seja bem vindo(a) ao “clube” pois pessoas do mundo inteiro sentem exatamente o que você está sentindo, ouçamos algumas de suas dicas:

  1. Dinamarca: deixe o telefone de lado e crie um lar aconchegante

O celular é um aparelho poderoso: pode receber mais atenção do que qualquer pessoa ao seu redor. Não foi uma surpresa, portanto, que em boa parte dos países ocidentais, Jo ouvisse esse conselho. Mas foi na Dinamarca que ela constatou uma decisão realmente firme a esse respeito por parte de homens e mulheres: “Quando você está com seu cônjuge, realmente tem que estar com seu cônjuge”, disseram a ela. Do país escandinavo, ela aprendeu ainda a palavra hygge, que significa algo como “a arte de criar um lar onde seja possível se sentir acolhido” – uma habilidade fundamental para um lar feliz.

  1. Índia: pratique a gratidão em seu relacionamento

Das mulheres que vivem em pequenos povoados ao longo do rio Brahmaputra, Jo aprendeu a nunca comparar o seu casamento com o de outros casais. Em vez disso, é preciso ser verdadeiramente grata por tudo de bom que o cônjuge faz e expressar com frequência essa gratidão. Já em Meghalaya, onde vive uma das poucas comunidades matriarcais do mundo, o conselho foi que todas as decisões sobre o dinheiro devem ser tomadas em conjunto, mesmo quando um dos cônjuges contribui mais que o outro para o orçamento familiar.

  1. Israel: cuide de você

“É fácil se perder em um casamento”, disseram a Jo várias judias ortodoxas que vivem em Jerusalém – mulheres fortes e destemidas, prontas para proteger a sua família em uma das regiões mais instáveis do mundo. “É fácil que, cuidando do marido e dos filhos, nos esqueçamos de cuidar de nós mesmas. Tome tempo para você e o casamento também será melhor para ele”. Esse cuidado pode vir de vários modos, segundo as sugestões das israelenses: “Faça um passeio sozinha, medite, tome um bom banho, prepare a sua comida favorita…

  1. Holanda: priorize a sua família como aquilo que é mais importante em sua vida

Na Holanda, Jo percebeu que as mulheres não permitem que suas carreiras interfiram em seus relacionamentos. A maioria das mulheres holandesas – 75% –, casadas ou não, optam por trabalhar a tempo parcial para ter mais tempo para seu casamento, seus filhos e seus interesses pessoais. Elas chamam essa opção de “decisão libertadora” – bem diferente de outros contextos em que isso seria julgado como uma concessão ao patriarcado.

  1. México: purifique-se de suas inseguranças

No México, Jo foi aconselhada a se libertar daquela pesada carga de inseguranças e traumas com a qual muitas vezes se chega ao casamento: se os seus pais se separaram, isso não significa que você vai se separar também, e se o seu primeiro namorado enganou você, não quer dizer que seu marido vai fazer o mesmo

      6. Quênia e Tanzânia: amplie o círculo de pessoas que estão dispostas a ajudar

Na África subsaariana, Jo esteve com as tribos Maasai e Samburu. Nessas tribos, as mulheres reconhecem que necessitam umas das outras para compartilhar as cargas da vida. Já no Ocidente, tendemos a nos isolar, formando “tribos de dois”, como escreve Jo. “É imperativo que ampliemos nossas tribos”, diz ela, ampliando o nosso círculo de amigos e fazendo crescer uma cultura mais relacional, em que procuremos ajudar mais uns aos outros na criação dos filhos.

Estes conselhos são úteis, mas nada disso terá força em um relacionamento onde não impera o amor. Um dos textos mais belos da Bíblia que celebra o amor é a passagem de 1a Coríntios 13. O texto inicialmente não foi dirigido para “namorados ou casais, mas certamente estes podem beber daqui os princípios básicos que devem orientar os relacionamentos”    Dr Augustus N. Lopes. Esta passagem foi uma carta direcionada para uma comunidade de pessoas que estavam se esfacelando, justamente por falta de amor. Este não é um problema muito atual nos casamentos e famílias modernas? Pois bem, o autor mostra a “Excelência do Amor” em três blocos: Só o amor que conta v1-3, Só o amor que triunfa v4-7, Só o amor que permanece v8-13. Desta forma, podemos desafiar os casais a viverem o amor maduro e duradouro que só uma caminhada a longo prazo pode proporcionar aos dois:

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. (1 Coríntios 13: 4-11)

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/como-viver-o-primeiro-ano-de-casamento-7-conselhos-de-varios-paises-do-mundo/

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Série: Acertando os Ponteiros

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Série de Mensagens e Exposições Bíblicas no livro de Eclesiastes, aos domingos 19h na Igreja Presbiteriana Vila Alpes de São Carlos/SP. Transmissão ao vivo a partir das 19h no Facebook da igreja.

Nós somos criados para o companheirismo e não para o individualismo. Não há dúvida que o individualismo é a raiz de muitos males na sociedade. Geert Hofstede é um psicólogo holandês e pesquisador que criou uma medida de diferenciação cultural entre as populações. Uma das medidas mais famosas da sua escala é a que compara tendências ao individualismo e coletivismo. O Brasil está na escala 31 e os EUA por exemplo 91. O livro de Eclesiastes enaltece o companheirismo ao dizer: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Eclesiastes 4.9-12)

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Clipe da série:

1a Mensagem:

“É bem melhor serem dois do que um” (Eclesiastes 4.9) Individualismo x Companheirismo.

2a Mensagem:

“Mangiare, Bere e Amare”  Eclesiastes 9.7-9 .

3a Mensagem:

“Discernindo o Tempo de Deus em nossa vida”  Eclesiastes 3.

Vida a Dois: Competição ou Cooperação?

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Esta série de mensagens para casais explora os desafios que os sexos enfrentam na vida conjugal. Rubem Alves tem um texto muito rico onde ele compara a vida conjugal com um jogo. No caso, duas modalidades: Tênis e Frescobol! A vida a dois é um jogo de tênis ou de frescobol? Ambos são parecidos, tem raquete, bolinha e dois jogadores, um de cada lado. Mas sabemos que o espírito de cada jogo é profundamente diferente. No tênis temos dois adversários competindo, no frescobol temos dois companheiros se divertindo. Como você tem jogado a vida a dois? #VidaaDoisCompetiçãoouCooperação

Para ser feliz com o homem a mulher deve amá-lo ao menos um pouco mas compreendê-lo muito. Para ser feliz com a mulher o homem deve amá-la muito e nunca tentar compreendê-la!!!! Homem e mulher, iguais em direitos, valores e dignidade, mas profundamente distintos em funcionalidade: Biológica, emocional, anatômica, hormonal… Fazê-los iguais é uma insanidade!

Primeira Mensagem da série: A Excelência do Amor (1a Co 13)

Segunda Mensagem da série: “Tênis ou Frescobol?” (Gênesis 2)

Casais inteligentes enriquecem juntos

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Casais Inteligentes Enriquecem Juntos é um livro do escritor brasileiro Gustavo Cerbasi, lançado em 2004. Foi o nono livro mais vendido no Brasil em 2009 na categoria. Na primeira parte do livro “Parte I – Uma união financeiramente feliz” Cerbasi divide as pessoas em cinco estilos, segundo a forma que lidam com o dinheiro. Em seguida relaciona as várias possibilidades de uniões com os diferentes tipos de pessoas. Qual é o perfil de vocês? Há basicamente cinco estilos de como lidar com o dinheiro. Vejam em qual vocês se enquadram:

  1. POUPADORES: sabem que é importante guardar e, por isso, não se importam nem um pouco em restringir ao máximo os gastos atuais, para poupar o que for possível e conquistar a independência com muito dinheiro. Nem sempre suas intenções são compreendidas; frequentemente recebem críticas por serem mesquinhos ou avarentos, verdadeiros “Tios Patinhas”. Pontos fortes: disciplina e capacidade de economizar. Pontos fracos: conformismo com um padrão de vida simples, restrições a novas experiências.
  2. GASTADORES: para estes, a vida é medida pela largura, não pelo comprimento. É importante viver bem hoje, pois o amanhã pode não existir. Gastam toda a renda, às vezes um pouco mais. Gostam de ostentar, destacam-se pelas roupas caras, não se sentem incomodados em encarar um financiamento se o objetivo é ser feliz. A poupança acumulada, quando existe, é só para a próxima viagem. Seu estilo de vida faz sucesso entre os amigos. Pontos fortes: hábitos pouco rotineiros, abertura a novas tendências, muitos hobbies. Pontos fracos: insegurança em relação ao futuro, dependência extrema da estabilidade no emprego, aversão a controles, orçamentos e contas.
  3. DESCONTROLADOS: não sabem quanto dinheiro entra nem percebem quando sai da conta. A cada mês, parece que o dinheiro dura menos. Estão sempre cortando gastos, mas nunca é o suficiente. Usam com freqüência o cheque especial ou pagam a conta do cartão de crédito apenas parcialmente, por falta de fundos. Em casa, não há a menor chance de se sentarem e se organizarem, pois têm coisas mais importantes para fazer. Pontos fortes: é possível identificar algum? Pontos fracos: indisciplina, propensão a conflitos, pagamento desnecessário de juros, desorientação.
  4. DESLIGADOS: gastam menos do que ganham, mas não sabem exata-mente quanto. Poupam o que sobra, quando sobra. Viajam ou trocam de carro quando atingem um valor mais alto nos investimentos. Se não têm dinheiro na conta, parcelam a compra. Quando os extratos do banco chegam, vão para a gaveta sem ao menos ser abertos. A fatura do cartão de crédito é uma surpresa todo mês. Sempre acham que ainda é cedo para pensar em aposentadoria. Pontos fortes: folgas financeiras, espaço para reduzir gastos, se necessário. Pontos fracos: incapacidade de estipular e atingir objetivos, resistência a planos que exijam disciplina.
  5. FINANCISTAS: são rigorosos com o controle de gastos, com o propósito de 13 economizar. Nem sempre o objetivo é poupar; às vezes pretendem acumular para poder comprar mais pagando menos. Elaboram planilhas, andam com calculadora e lista de compras nos supermercados e shoppings, fazem estatísticas e projeções com quantidades e freqüência impressionantes. Entendem de investimentos, juros e inflação e são procurados por amigos e parentes para orientações. Pontos fortes: facilidade de desenvolver planos e colocá-los em prática, seleção crítica de investimentos, capacidade de empregar melhor o dinheiro. Pontos fracos: em geral são boicotados pela família, que não se conforma com tantas minúcias; se não souberem se fazer entender, tornam-se uns chatos.

Vejam o que esperar de seu futuro financeiro, de acordo com a combinação desses perfis:

POUPADOR * GASTADOR: os números estarão sempre contra seu relacionamento. Se nada for feito, a união de vocês será repleta de crises e brigas. A sugestão é que ambos se inscrevam juntos em um curso de planejamento financeiro pessoal, para que o poupador da dupla encontre os verdadeiros porquês de guardar dinheiro e para que o gastador aprenda a refrear seus impulsos. Perfil de casais desse tipo: um tropeçando no outro.

POUPADOR * DESCONTROLADO: o esforço do poupador permitirá um futuro seguro que o descontrolado jamais conquistaria, porém ele vai re-mar sozinho para realizar os sonhos comuns. Tudo indica que o poupador não terá sucesso em acumular mais do que o necessário, pois sempre terá o descontrolado a seu lado para frustrar grande parte de seus objetivos. Esse relacionamento tende a um equilíbrio, mesmo que ambos não saibam exatamente para onde estão indo ou por que acumulam recursos. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro. POUPADOR * DESLIGADO: discussões relacionadas a dinheiro, jamais! Os desligados tendem a concordar com a necessidade de poupança para o futuro e são excelentes colaboradores desse objetivo. É importante que o poupador busque aprender mais sobre planejamento pessoal, pois esse modelo de casal chega à velhice com duas coisas acumuladas: dinheiro e frustração. Mando e mulher nunca saberão ao certo quando é a hora de gastar um pouco. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro, porém com o risco de envelhecerem com a sensação de que um tropeçou no outro.

POUPADOR * FINANCISTA: se o financista souber controlar os impulsos conservadores do poupador, será a união do sucesso financeiro. O financista tem os argumentos de que o poupador precisa para se “desligar” um pouco. Já o poupador terá a missão de tirar seu parceiro dos detalhes e pôr o foco no principal, o longo 14 prazo. Perfil de casais desse tipo: tendência de começar com “um puxando o outro” e evoluir para “a todo o vapor”.

GASTADOR * DESCONTROLADO: esse é o tipo de relacionamento que não vai durar muito para contar a história. O gastador tende a usufruir sem formar reservas, mas o descontrolado faz mais que isso, gastando além da conta. Com o tempo, o gastador perceberá que não consegue mais atingir seus desejos materiais de consumo porque o parceiro não colabora. E essa dificuldade de colaboração muitas vezes é entendida como abuso ou individualismo. Não há amor que sustente tal situação. Perfil de casais desse tipo: a todo o vapor para a separação. GASTADOR * DESLIGADO: a tranqüilidade reinará ao longo do relacionamento. Como o gastador se apega ao consumo e o desligado não, ambos se orgulharão do espaço concedido ao outro. Se essa harmonia for bem administrada e o gastador aprender a disciplinar seu consumo, ainda sobrarão recursos para construir, ao longo dos anos, uma aposentadoria com razoável padrão de vida. Provavelmente, eles precisarão de um consultor financeiro ou de um plano de previdência privada para conquistar seus sonhos. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro. GASTADOR *

FINANCISTA: como na união do poupador com o financista, é o casamento da razão com a emoção. Tudo depende da capacidade do financista de provar que eles podem juntos garantir muito mais conquistas se agirem de forma planejada. 0 equilíbrio deve ser buscado permanente e conscientemente; quando obtido, será a base de um casal que saberá curtir a vida com segurança. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro.

DESCONTROLADO * DESLIGADO: o relacionamento será uma navegação rumo ao infinito, sem nunca saber onde aportar. Tempestades e problemas chegarão de surpresa, como o iceberg que afundou o Titanic. 0 descontrolado estará sempre levando o extrato bancário para o vermelho, mas terá o desligado a seu lado para culpar a todo mundo menos eles próprios: bancos, inflação, juros, governo, financeiras etc. Nunca conseguirão acumular riqueza, pois acreditam que isso não depende deles. Perfil de casais desse tipo: a todo o vapor, mas no caminho contrário ao dos sonhos.

DESCONTROLADO * FINANCISTA: tempestades à vista! Um financista até conseguirá convencer seu parceiro descontrolado da importância da organização, mas, por mais que tente, jamais conseguirá persuadi-lo de praticá-la. 0 sucesso do relacionamento dependerá de o financista assumir as rédeas das finanças e ser criativo na hora de limitar gastos. Perfil de casais desse tipo: um tropeçando no outro.

DESLIGADO * FINANCISTA: se não houver muita conversa em relações desse tipo, o financista tende a assumir o controle das finanças sem a colaboração do desligado, que achará o excesso de controles um verdadeiro exagero. Porém, se 15 ambos souberem lidar com o comportamento do parceiro, esse relacionamento tenderá a resultar em um verdadeiro sucesso financeiro, pois o desligado não criará empecilhos à construção de planos e saberá desfrutar cada conquista a seu tempo. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro. Todo relacionamento entre pessoas de mesmo perfil é do tipo “a todo o vapor”. Dificilmente surgirão conflitos ligados ao dinheiro, pois os dois pensam da mesma forma. É preciso, porém, evitar os riscos típicos de cada perfil.

POUPADOR * POUPADOR: terão sucesso se se esforçarem no sentido de encontrar um sentido para o dinheiro e desenvolverem metas de poupança. Se não mudarem, o perfil do casal se encaminhará a todo o vapor para um futuro cheio de dinheiro mas pobre de sentimentos.

GASTADOR * GASTADOR: o cuidado a tomar é evitar consumir 100% da renda. Gastadores sabem viver muito bem, mas exageram na dose. Se conseguirem conciliar os hábitos de bon-vivants com investimentos no futuro, deixarão de ter um perfil de casal que se dirige a todo o vapor para problemas financeiros na velhice.

DESCONTROLADO * DESCONTROLADO: diferentemente do casal de gastadores, os descontrolados não esperarão a velhice para se atolar em problemas. É o tipo de relacionamento que, se sobreviver, será a custo de muito sofrimento e privação. Não se trata de caso perdido, desde que com acompanhamento de uma boa terapia de casal. Na maioria dos casos, os parceiros estarão a todo o vapor ao encontro de eternos problemas, não só financeiros.

DESLIGADO * DESLIGADO: esse casal pode ou não atingir suas metas. A questão é que não sabe como fazê-lo – e talvez nem identifique os objetivos. Como suas preocupações não estão centradas no dinheiro nem no consumo, será muito fácil construir riqueza com a orientação de um especialista ou a aquisição de planos de previdência. Com tal conduta, eles estariam a todo o vapor direcionados para uma vida sem problemas financeiros.

FINANCISTA * FINANCISTA: o que falta para a maioria, esse casal tem demais. Organização financeira é bom, mas não pode ser o assunto de todas as conversas, da pizza com os amigos ao momento a dois na cama. O planejamento financeiro bem-feito requer a criação de limites aproximados de gastos. Se os parceiros saírem do limite, pequenos ajustes em seguida resolvem a questão. Aproveitar resultados e não bitolar é fundamental; caso contrário, estarão a todo o vapor rumo a uma vida de números, e não de sentimentos.

MANGIARE, BERE E AMARE!

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Quanto a maneira que experimentamos e usufruímos dos prazeres e deleites desta vida, há apenas duas opções. São duas filosofias de vida que se destacam e consciente ou inconscientemente, estamos inseridos em um dos dois estilos de vida:

1ª Filosofia: “Viva o hoje, pois não há esperança no amanhã!” Sintetizado no texto: “Comamos e bebamos por que amanhã morreremos” (1a Co 15.32). Esta era a filosofia do poeta Horácio (65 a 8 a.C.) :“…carpe diem, quam minimum credula postero”. “…colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”. Uma perspectiva mais existencialista da vida, uma vida que busca a liberdade sem limites. Conforme disse Jean-Paul Sartre, ao utilizar as ideias de Dostoiévsky (Os irmãos Karamazov): “Se Deus não existe e a alma é mortal, tudo é permitido”.

2ª Filosofia: “Viva o hoje, pois há esperança no amanhã!” Esta é a filosofia sintetizada no livro de Eclesiastes pelo escritor Salomão: “Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras. Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.” (Ec 9:7-9)

Queria falar um pouco sobre esta segunda filosofia de vida. O livro de Eclesiastes nos lembra que a vida de baixo do sol é uma só e muito breve (vaidade “um sopro” ocorre 36 vezes no livro). Mas também nos aponta a única esperança, pois nos lembra que há vida acima do sol, “lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade”. Isto dá sentido á nossa vida (temos esperança no amanhã) e nos leva a viver uma vida justa (vestes brancas) consagrada (óleo sobre cabeça) e fiel (fazendo tudo conforme as nossas forças), pois sabemos que por todas estas coisas “te trará Deus a juízo.”

Por esta razão, devemos celebrar a vida com gratidão no coração pelas dádivas de Deus (comer, beber e amar). E de fato, a maneira como lidamos com estas dádivas revelam muito sobre nós, pois o abuso destas dádivas (glutonaria, bebedice e luxúria) evidenciam uma falta de espiritualidade, assim como a proibição destas dádivas, evidenciam uma falsa espiritualidade. (“…líderes que proíbem o casamento e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e estão bem firmados na verdade.” 1a Tim 4.3, “Portanto, ninguém tem o direito de vos julgar pelo que comeis, ou pelo que bebeis…” Col 2.16).

Assim, a filosofia de vida que agrada a Deus é uma só: Viva uma vida justa, consagrada e fiel, com gratidão no coração: comendo (com alegria o pão) bebendo (com coração contente o vinho) amando (goza a vida com a mulher que amas), pois esta é a porção (recompensa) do homem debaixo do sol, muito bem sintetizada na expressão: “Mangiare, bere e amare!”

ACERTANDO O PASSO – A DANÇA DA VIDA A DOIS

A vida conjugal é como a dança de um casal. Não dá para dançar sozinho e precisamos estar em sintonia com o nosso par. É um esforço conjunto em que os dois precisam estar em sintonia e no ritmo da música. Algumas vezes erramos o passo, mas não há problema algum nisso pois enquanto a música estiver tocando, podemos acertar o passo. O maior desafio será não desistir da dança enquanto a música estiver tocando!!

 Vamos refletir juntos em princípios Bíblicos que irão fortalecer os casais na “dança da vida a dois” e teremos um encontro de casais dia 20/06 na Vinícola Villaggio Bonucci que está sendo preparado pelo ministério de casais.

Acompanhe o clipe e as mensagens desta série:

Série de Mensagens:

  • 1o. SEM PAR, NÃO DA PARA DANÇAR! Deus tem a pessoa certa para mim?
  • 2o. O TANGO VEM ANTES DA VALSA? O Erotismo vem antes do Romantismo?
  • 3o. ENTROU MAIS GENTE NA DANÇA? Quando a família cresce, aprendemos novos passos!
  • 4o. A DANÇA DAS FINANÇAS! Acerte o passo e mantenha o equilíbrio!
  • 5o. PROMETEMOS DANÇAR A MÚSICA TODA! Não pare de dançar, enquanto a música tocar!

AO VIVO E ONLINE AOS DOMINGOS 19h em AO VIVO

1a Mensagem: SEM PAR, NÃO DA PARA DANÇAR! Deus tem a pessoa certa para mim?

2o. O TANGO VEM ANTES DA VALSA? O Erotismo vem antes do Romantismo?

3o. ENTROU MAIS GENTE NA DANÇA? Quando a família cresce, aprendemos novos passos!

4o. A DANÇA DAS FINANÇAS! Acerte o passo e mantenha o equilíbrio!