Plena Satisfação em Deus

plena_satisfacao_em_deus_detTenho aprendido com os grandes pensadores e teólogos reformados do passado, que a nossa alma não irá se satisfazer com nada nesta vida, exceto Deus. “As pessoas estão morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas” John Piper – A Supremacia de Deus na Pregação

O próprio C.S. Lewis já dizia: “Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo”.

Por muitos anos busquei satisfazer os anseios mais profundos de minha alma nas mais variadas e muitas vezes destrutivas experiências, até que descobri que “minha alma tem sede é de Deus”, quando li o Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

Neste mês falamos sobre os Cinco Solas da Reforma Protestante, e o último Sola, “Soli Deo Glória” nos desafia a buscar a glória somente de Deus.Logo descobrimos que de fato para isso fomos criados pois “O Fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” Há uma busca incansável por satisfazer  um clamor secreto de nossa alma, mas somente diante da glória de Deus o homem se satisfará plenamente. 

Em nosso estudo foi feito referência ao livro “A Plena Satisfação em Deus” de John Piper, que é um resumo de sua obra maior, “Desiring God”, publicado no Brasil pela Shedd Publicações sob o título de “Em busca de Deus – A plenitude da alegria cristã”. A tônica desta obra está em sua premissa básica, que é desenvolvida em todos os capítulos do livro: Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos n’Ele. Assim, vemos que a maior motivação da vida do cristão é buscar a Deus e gozá-lo para sempre. Piper, muitas vezes alerta o leitor que o grande problema da humanidade é que ela se contenta com muito pouco prazer; busca sua alegria em coisas fugazes e efêmeras. Este livro foi disponibilizado gratuitamente pela Editora Fiel, clique no link em leia o material para sua edificação pessoal:

LIVRO EBOOK: Plena Satisfação em Deus

Mensagem de John Piper sobre o tema:

O Cristão e as Fobias da Sociedade Moderna

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Tema de grande relevância para nossa época. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que cerca de 20% da população mundial sofre com a depressão. A ansiedade, por sua vez, chega a afetar 80% dos indivíduos, de crianças a idosos. O stress, maior gatilho para as síndromes da vida moderna, atinge cerca de 70% dos trabalhadores brasileiros.

Precisamos enfrentar as enfermidades emocionais da nossa sociedade moderna com conhecimento, perseverança e esperança.

Como o cristão deve se comportar diante destas realidades? O cristão pode ter depressão? A palavra de Deus tem algo a dizer sobre ansiedade, depressão, pânico e outras síndromes e transtornos de nossos tempos? O cristão deve apenas orar e buscar ajuda espiritual ou também deve buscar ajuda médica para vencer estas enfermidades da sociedade moderna?

Acompanhe esta série de mensagens, divulgue e vamos enfrentar este mal com a ajuda de Deus e da ciência.

1a Mensagem: “O Cristão e a Depressão – Um estudo de caso: O profeta Elias” (1a Reis 19)

2a Mensagem: “O Cristão e a Depressão – Sacerdotes com uma Missão 1a Pe 2.9”

3a Mensagem: “O Cristão e a Depressão – Ídolos do Coração”

4a Mensagem: “O Cristão e a Depressão – Ídolos do Coração – Mamon”

As Cinco Linguagens do Amor (Mensagem+teste+livro)

Young couple sitting back to back and talking to each other

Não é incomum diagnosticarmos nos relacionamentos uma profunda frustração gerada pela simples dificuldade de expressar o quanto uma parte ama e quer bem a outra parte. A sensação de impotência faz com que muitos desistam de tentar expressar seu amor pela outra parte. O Dr Gary Chapman, depois de mais de 30 anos de experiência no aconselhamento de casais, percebeu que cada um de nós adota uma linguagem pela qual damos e recebemos amor. Quando o casal não entende corretamente a linguagem predominante de cada um, a comunicação é afetada, impedindo que se sintam amados, aceitos e valorizados. Em seu livro “As cinco linguagens do amor” ele aborda cada uma destas linguagens nos ajudando a expressarmos corretamente nosso amor um pelo outro de maneira muito eficaz. Segue um breve resumo das cinco linguagens:

  1. PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO

Elogios verbais e palavras de apreciação são poderosos comunicadores do amor. São melhores comunicados em forma de expressão direta e simples, como: “Você ficou tão elegante com esse terno”; “Você está muito bem com esse vestido”; “Ninguém faz essas batatas melhor que você”.
Não sugiro que use de bajulação para conseguir o que deseja de seu cônjuge. O objetivo do amor não é obter o que se quer, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem se ama. É verdade, porém, que ao recebermos palavras elogiosas, de afirmação, tornamo-nos mais motivados a sermos recíprocos e a fazermos algo que nosso cônjuge deseje.

Além de elogios verbais, outra maneira de expressar palavras de afirmação é com palavras encorajadoras. Em determinadas fases da vida todos nós nos sentimos inseguros. Não possuímos a coragem necessária, e esse medo impede-nos de realizarmos certos atos positivos que gostaríamos de concretizar. O potencial latente do seu cônjuge, nestas áreas de instabilidade, talvez espere suas palavras de encorajamento.

Encorajamento requer empatia que nos leva a enxergar o mundo segundo a perspectiva de nosso cônjuge. Devemos, em primeiro lugar, procurar saber o que é importante para ele.

Se desejamos desenvolver um relacionamento, precisamos saber quais são os desejos da pessoa amada. Se queremos amar um ao outro, precisamos saber como fazê-lo.

A melhor coisa que podemos fazer com os fracassos do passado é torná-los em simples história. Sim, eles ocorreram, e machucaram. E talvez ainda magoem, mas ele reconheceu seu erro e pediu o seu perdão.

O perdão não é um sentimento, mas um compromisso. É a opção de se mostrar misericórdia e não de se jogar a ofensa no rosto do ofensor. Perdão é uma expressão de amor.

Palavras humildes: quando alguém faz um pedido a seu cônjuge, afirma as habilidades dele. Faz entender que ele possui, ou pode fazer algo, que é significativo ou valioso para o outro. No entanto, quando dá ordens, torna-se um tirano. Seu cônjuge não se sentirá afirmado, mas diminuído.

  1. QUALIDADE DE TEMPO

Ter um tempo de qualidade com seu cônjuge. Querer ser alvo da sua atenção, que lhe dedique mais tempo e possam realizar algumas atividades juntos.
Qualidade de tempo significa dedicar a alguém sua inteira atenção, sem dividi-la. Não é sentar no sofá e assistir TV. É assentar-se ao sofá, com a TV desligada, olhar um para o outro e conversar, no processo de dedicação mútua. É dar um passeio juntos, só os dois. É ambos saírem para comer fora.

aspecto central da qualidade de tempo é estar sempre juntos. Não quero dizer simples proximidade. Duas pessoas sentadas em uma mesma sala estão próximas, mas não necessariamente juntas. O estar junto tem a ver com o focalizar a atenção.

Uma conversa de qualidade deve envolver disposição para ouvir e aconselhar, quando solicitado, e jamais de forma arrogante.

Dicas para uma conversa de qualidade:
– Procure olhar nos olhos do seu cônjuge quando ele lhe falar (ajuda a não divagar e comunica atenção);
– Não faça outra coisa enquanto ouve seu cônjuge;
– Escute o “sentimento”. Pergunte-se o tipo de emoção que seu cônjuge sente no momento. Certifique-se de que seu pensamento está correto
– Observe a linguagem corporal. Punhos cerrados, mãos trêmulas, lágrimas, indicam o sentimento;
– Recuse interrupções. Se eu lhe dedicar minha total atenção enquanto você fala, evitarei defender-me a fim de fazer-lhe acusações. Meu objetivo é perceber seus sentimentos e pensamentos. O alvo não é auto defender-me ou permitir que você ganhe uma discussão. A intenção é compreender o outro.

Atividades de qualidade: um dos pontos positivos das atividades de qualidade é que elas possibilitam o armazenamento de um banco de memórias ao qual podemos nos reportar pelos anos futuros. Feliz é o casal que se lembra de uma caminhada feita de manhã ao longo da praia; de uma árvore plantada no jardim; do projeto de pintura dos quartos; da noite em que foram juntos ter aulas de patins e um deles caiu e quebrou a perna; dos passeios pelo parque; de um passeio de bicicleta. Essas são memórias de amor, especialmente para aquelas pessoas cuja primeira linguagem for qualidade de tempo.

  1. RECEBER PRESENTES

Antes de comprarmos um presente para alguém, pensamos naquela pessoa. O objeto em si é um símbolo daquele pensamento. Não importa se foi caro ou barato.
Símbolos visuais do amor são mais importantes para uns do que para outros. Por esse motivo, existem os que, após se casarem, nunca mais tiram a aliança porém, também há alguns que nem chegam a usá-la. Essa é uma evidência de que as pessoas possuem linguagens do amor diferentes.

Quem tem essa linguagem vive grandes emoções ao receber presentes. Vê neles expressões de amor.

Sem lembranças como símbolos visuais, o amor do cônjuge poderá até ser questionado.

Se a primeira linguagem de seu cônjuge for “receber presentes”, você deve se tornar um expert nessa área.

Não espere uma ocasião especial. Se esta for a primeira linguagem de seu cônjuge, praticamente tudo o que você lhe conceder será recebido como expressão de amor.

Se ele foi muito crítico em relação aos presentes que recebeu no passado, então essa é uma grande dica de que receber presentes não é a primeira linguagem do amor do seu cônjuge.
A presença do cônjuge, em tempos de crise, é o maior presente que se pode dar a um cônjuge cuja primeira linguagem do amor seja receber presentes.

  1. FORMAS DE SERVIR

É fazer aquilo que você sabe que seu cônjuge gostaria que você fizesse. É procurar agradar realizando coisas que ele aprecia, expressando amor através de diversas formas de servir.
Jesus deu uma ilustração simples, porém profunda, ao expressar amor através de uma forma de serviço quando lavou os pés dos discípulos.

  1. TOQUE FÍSICO

No casamento, o toque de amor existe em várias formas. Considerando-se que os receptores ao toque localizam-se por todo o corpo, um afago amoroso em qualquer parte pode comunicar amor a seu cônjuge.
Seu cônjuge apreciará alguns toques mais do que a outrosAprenda com ele.

Não insista em tocar de seu jeito e em seu tempo. Aprenda a falar o dialeto do outro, pois alguns toques podem ser considerados desconfortáveis ou irritantes. Não caia no erro de achar que o que lhe traz prazer também trará a seu cônjuge.

As crises propiciam uma oportunidade singular para se expressar amor. Toques afetuosos serão lembrados muito tempo ainda após as dificuldades terem passado. Porém, a ausência de seu toque talvez jamais seja esquecida.

Um gostoso cafuné, andar de mãos dadas, abraços apertados ou não, relações sexuais, tudo isso faz parte das necessidades de quem possui o “toque físico” como sua primeira linguagem do amor.

Faça o teste “As Cinco Linguagens do Amor” e descubra a sua linguagem:

TESTE: LINGUAGENS DO AMOR

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Livro: As Cinco Linguagens do Amor

Resumo da mensagem do pastor Edgard sobre o tema:

A Fábrica de Ídolos por C. J. Mahaney

3Fazer mais do que definir e brevemente esboçar os conceitos associados com idolatria, é impossível, considerando as páginas disponíveis desta revista. Contudo, é vital que façamos assim, porque idolatria é o problema tratado com mais freqüência nas Escrituras. Seguramente podemos concluir disto, que idolatria é nosso problema mais predominante.

Os expressivos retratos de idolatria das Escrituras – o bezerro de ouro de Arão (Ex.32), o roubo de Raquel dos ídolos do lar de seu pai (Gn. 31) e a exposição vívida de Isaías do absurdo da adoração de ídolo (Is. 44:13-20), por exemplo – tratam de pecados que estão tão presentes em nossos corações, quanto estavam nos dos pagãos e dos adoradores do demônio no Velho Testamento. Sempre que depositamos qualquer porção de nossa confiança, não importando quão pequena, em algo que não seja o próprio Deus, você e eu cometemos atos de idolatria exatamente tão sérios quanto se dobrar diante de uma imagem de madeira grosseiramente talhada. Portanto, idolatria, de um ou de outro tipo, precede cada um de nossos incontáveis pecados.

Trataremos deste tópico, não com o propósito de condenação (a condenação foi abolida para o cristão, graças a completa obra de Cristo), mas para iluminação: um entendimento claro da verdadeira natureza e penetração de nosso própria idolatria. Também procuraremos a definitiva, inegável mudança que se torna possível pela graça de Deus, quando nos conscientizamos da profundidade da nossa inerente propensão para o pecado e depois, em total contraste, da estatura da santidade de Deus.

IDOLATRIA NO SÉCULO 20

“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas… Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito… Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma idéia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.

Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.

Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.

Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?

O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?

Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.

Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação de uma faceta da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica. Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.

OS MEIOS DE IDENTIFICAR IDOLATRIA

1) As Escrituras.

Em alguns aspectos, idolatria é como qualquer outro pecado: sua fonte é sempre nosso próprio coração (Ez.14:1-7; Tg.1:14). Além do mais, o meio definitivo de identificação é sempre as Escrituras (Hb. 4:12-13). Devemos considerar o que as Escrituras dizem a respeito da idolatria com a maior seriedade. Não é por acaso que o primeiro mandamento dado ao povo de Deus foi “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). No Novo Testamento, o termo idolatria especifica, mais comumente, paixão lascívia, desejos carnais, cobiça, etc.

2) O Espírito Santo.

Um segundo meio de identificar idolatria é a convicção do Espírito Santo enquanto perscruta o coração e identifica uma área de idolatria que ainda temos de tratar adequadamente. Examinarmos a nós mesmos não é encorajado nas Escrituras; nós nos enganamos muito facilmente. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17:9). Precisamos clamar a Deus que nos perscrute e depois, buscarmos ser perceptivos, responsivos e arrependidos, conforme Ele nos revela nosso próprio coração. Nós necessitamos, desesperadamente, da obra persuasiva e iluminadora do Espírito Santo.

3) Um dos outros.

Em terceiro lugar, devemos estar prontos para sermos confrontados por outros, em amor, em condições de identificar e definir nossos ídolos do coração como descritos pelas Escrituras. “Os puritanos sabiam que homens pecadores são demorados em aplicar a verdade a si mesmos”, J. I. Packer nos diz, “ainda que rápidos para ver como ela se aplica aos outros”. Evitemos esta atitude e, ao invés dela, busquemos, conscientemente, a correção uns dos outros, que Deus deseja que recebamos.

Muitas mudanças significativas na minha vida cristã, ocorreram, não quando estava sozinho e empenhado no meu período devocional, mas quando outros foram mandados por Deus, como meio de graça para mim; mais freqüentemente quando minha esposa, ou outro líder com o qual eu sirvo, mostram áreas de pecado na minha vida que são óbvias para eles.

É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.

Recentemente, dois pastores do Covenant Life Church, procuraram corrigir-me sobre um problema que era claro para eles, mas, infelizmente, não para mim. Não houve falha na comunicação deles. Eles falaram com clareza e precisão, repetidamente, na verdade. Não havia dúvida quanto o significado de suas palavras. Ainda assim, eu não pude ver, absolutamente, como o pecado particular que eles estavam descrevendo, se aplicava a mim.

Reconheci daquele encontro que, embora o discernimento de outros é freqüentemente necessário, nunca é suficiente. O Espírito Santo e as Escrituras devem ainda acionar a chave que confirma o que foi dito. Embora eu fosse lento em perceber o pecado que eles descreviam, eu sou profundamente grato pela amizade e paciência destes homens e pela obra do Espírito Santo através daquela interação.

4) Conflitos de relacionamento.

Tiago 4:1-12 trata dos ídolos revelados através dos conflitos de relacionamento. Nos fala que tais desavenças revelam cobiças e anseios. Freqüentemente experimentamos alguns destes antagonismos quando alguma relação falha em atender nossas expectativas ou esperanças. Numa relação particular, posso desejar, por exemplo, um certo nível de respeito, ou grau de compromisso ou investimento de tempo que a outra pessoa não pode ou não irá prover. Qualquer reação pecaminosa que eu faça em relação a esta deficiência, é um sinal claro que meu desejo tornou-se um ídolo.

5) Circunstâncias.

Circunstâncias podem revelar os ídolos do nosso coração através de testes que vem de duas maneiras: adversidade ou prosperidade. Os testes de adversidade podem ser os mais óbvios, mas os de prosperidade podem ser, com freqüência, os mais difíceis (leia o livro de Tiago).

Como John Owen observou, alguns dos mais horrendos pecados cometidos por alguns dos mais santos na história, foram praticados não em período de adversidade mas de prosperidade. Pior que isto, aqueles pecados foram cometidos depois de anos de fidelidade através de adversidades, sofrimentos e perseguições num grau que não podemos começar a relatar. Homens como Davi, Noé, Ezequias pecaram mais gravemente em períodos de prosperidade.

6) Dor.

Dor excessiva é outra área que pode revelar idolatria. Não podemos negar a realidade da dor física ou psicológica, ou as lutas ou tentações associadas com o fato de sermos pecadores. Mas, quando a reação de dor é excessiva ou distorcida, ela pode revelar a presença de um ídolo.

7) Modo de falar.

Vamos observar também, como nos comunicamos. É tão fácil usarmos termos extremos tais como: “Ele me corrigiu e eu fiquei arrasado”. Por quê? É hora de perguntar a você mesmo: “Que ídolo meu coração está criando que me arrasaria por uma palavra de correção destinada para o meu bem?” (Se você não está arrasado, mas usou a palavra, conhecendo seu verdadeiro significado, então porque você busca receber mais atenção do que a situação permite?)

8) Comportamentos corrompidos.

“Fazei pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria”. Aqui, as Escrituras não poderiam ser mais claras. Certos comportamentos são sempre idolátricos.

A CONSEQUÊNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DA IDOLATRIA

O que ocorre quando, pela misericórdia de Deus, chegamos a um entendimento bíblico de nossa própria idolatria?

Gostaria de ter muitas mais páginas para tentar responder a esta pergunta. Mas deixe-me tentar motivá-lo, com poucos fundamentos, sobre o que o estudo e aplicação destas verdades pode prover.

Quando identificamos a profundidade de nossa própria idolatria, e também vemos a solução perfeita e completamente suficiente para este problema, na pessoa e obra de Cristo, muitas doutrinas essenciais das Escrituras subitamente adquirem nova clareza. O abismo que percebemos entre nossa depravação e a santidade de Deus, cresce a proporções imensuráveis – um abismo intransponível a não ser pelo infinitamente grande sacrifício de Cristo. Obtemos uma apreciação imensamente ampla da grandeza da graça de Deus e do próprio Evangelho. Ficamos sob forte convicção de pecado e experimentamos forte perdão. A medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, crescemos em santidade e humildade. Nossa paixão por Deus aumenta.

Passamos a entender porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.


C. J. Mahaney é líder do PDI (Proclaiming God’s Grace, Developing Local Churches, Influencing Our World with the Gospel) e pastor senior daCovenant Life Church em Gaithersburg, Maryland. Fonte: http://www.monergismo.com

Até que a “sorte” nos separe!

Casamento-faz-você-economizar-até-R-5-mil-ao-ano-2Até que a “sorte” nos separe! Esta foi uma afirmação que ouvi enquanto dava uma palestra para casais em uma cidade no interior de São Paulo. De fato, temos que concordar que infelizmente muitos divórcios ocorrem por questões financeiras. Há estatísticas que comprovam isso. “Questões financeiras são determinantes para influenciar o divórcio de casais.”  ISTOÉ Dinheiro 05/2010.

Interessante observar que das 28 parábolas de Jesus 16 são sobre dinheiro. Na bíblia tem 215 versos sobre fé, 218 sobre salvação, mas 2084 sobre dinheiro!

Não é fácil manter um bom relacionamento quando se tem muito tempo despendido para se ganhar dinheiro, de modo que não sobra quase nada para o casal. Um dos homens mais ricos do mundo, o multimilionário americano Jean Paul Getty (1892-1976), depois de cinco casamentos seguidos de cinco divórcios, em sua auto biografia se questiona dizendo: “Como e por que foi possível para mim construir meu próprio automóvel, perfurar poços de petróleo, construir uma fábrica de aviões, erigir e liderar um império financeiro – mas não fui capaz de manter ao menos uma relação marital satisfatória?” Todo o sucesso financeiro e profissional possível nesta vida, não irá substituir a satisfação de um relacionamento intimo, consistente e duradouro. Jean, reconhecia que o seu sucesso o consumia demasiadamente, quando disse: “Quando não se tem dinheiro, pensa-se sempre nele. Quando se tem, pensa-se somente nele.” Jean Paul Getty

A demanda da nossa sociedade tem corroído a alegria do casal. Aquilo que era luxo no passado, se tornou necessidade no presente. Na década de 1950, nós consumíamos cinco vezes menos do que hoje. Na década de 1970 mais de 70% das famílias dependiam de apenas uma renda para sustentar a família; hoje, 70% das famílias dependem de duas rendas para manter o padrão. (Hernandes Dias Lopes)

Em um texto da Revista Época, uma jovem brasileira que vive há vários anos na Europa, relata a experiência que seus pais tiveram ao viverem um tempo com ela no “velho mundo”.  O título do artigo da revista é sugestivo “Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos”. Desta forma ela descreve como que seus pais, empresários bem sucedidos no Brasil, reaprenderam a viver depois de um tempo vivendo o estilo de vida da classe média européia. Mesmo com todo o sucesso financeiro, seus pais viviam esgotados e estressados para manterem o alto padrão e diziam para a filha: “Quero uma vida mais simples como a sua”. Depois do “estágio” na Europa, seus pais reformularam a vida e passaram a viver melhor. “A classe média europeia não está acostumada com a moleza.” Diz a brasileira. “Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.”

Por outro lado, ela alerta que “o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa. Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio, casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro. Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso.” Adriana Setti – Fonte: Revista Época (Veja o texto na íntegra)

O desafio de manter o alto padrão e administrar as dívidas tem acabado com muitos casamentos. Para encerrar, fique com umas dicas bem práticas de como manter um bom relacionamento com as finanças e o casamento. Fonte: Madame Noire

1. Não culpe o outro

As dívidas podem acabar com qualquer relação. Você trabalha duro todos os meses e, muitas vezes, se afunda ainda mais nas contas, aumentando o estresse, o que leva a brigas que podem destruir um relacionamento. Lembre-se que o inimigo não é o seu marido ou namorado e sim, á dívida. É hora de parar de reclamar e começar a trabalhar na situação atual.

2. Viva dentro de seus limites

É preciso viver dentro da sua capacidade salarial. Para o americano de classe média, existem técnicas simples e comprovadas que funcionam. Um exemplo é parar de gastar muito dinheiro todo mês com comidas que não são necessárias. Coma o que tem dentro da sua geladeira e dispensa antes de ir às compras. Assim você pode economizar bastante dinheiro todo mês.

3. Trabalhe na vida doméstica

Trabalhe tão duro na sua vida doméstica como você faz no escritório. Separe um tempo totalmente dedicado ao seu marido e filhos ou namorado e não pense sobre trabalho dentro de casa. Isto não só faz lembrar o quanto vocês se amam, mas vai recarregar as baterias para o dia seguinte. Se o seu foco principal na vida é dinheiro, você certamente vai acabar insatisfeito e infeliz.

4. Não minta

Uma pesquisa recentemente encomendada pela Forbes Women mostrou que 31% dos americanos mentem para suas esposas sobre o dinheiro. Este é o caminho mais rápido para sabotar o relacionamento. Não deixem de conversar entre si e estabeleçam algumas metas para eliminar o stress financeiro desnecessário.

5. Crie um orçamento mensal

Faça um orçamento mensal em conjunto e mantenha os problemas de dinheiro esclarecidos para que eles não arruinem a relação. Faça uma tabela de prioridades com salário, contas, listas de desejos e crie um orçamento detalhado.

6. Crie uma reserva de dinheiro

Criar uma reserva de dinheiro pode ser algo muito inteligente. Tente ter algum dinheiro salvo todo mês para possíveis emergências como por exemplo, perda de emprego. Caso aconteça algo, ele vai estar lá no banco esperando por vocês.

7. Defina metas financeiras

O que vocês querem realizar juntos? Vocês precisam pagar alguma dívida? Poupar algo para a casa? Depois de terem um objetivo comum em mente, vocês conseguirão ter um orçamento organizado. Também é importante estabelecer regras básicas como consultar um ao outro antes de fazer alguma compra grande.

Retocando a Família – Desafios da família na Pós-modernidade

A Pós-modernidade desencadeou mudanças profundas na estrutura familiar, e estas novas estruturas tem exigido adaptações, que por sua vez exigem muito de cada membro da família. Além da mudança de estrutura, a sociedade Pós-moderna traz consigo novas exigências para a família. Como nos lembra Hernandes Dias Lopes: Aquilo que era luxo no passado, se tornou necessidade no presente. Na década de 1950, nós consumíamos cinco vezes menos do que hoje. Na década de 1970 mais de 70% das famílias dependiam de apenas uma renda para sustentar a família; hoje, 70% das famílias dependem de duas rendas para manter o padrão. 
Deste modo, as mudanças de estrutura, estilo de vida, padrão de vida, novas necessidades, etc, tem gerado enfermidades modernas ou “enfermidades urbanas”. Depressão, tristeza excessiva, ansiedade, medo, desânimo, e muitas outras enfermidades invadiram as famílias.  Sem contar com as tragédias familiares, acidentes, frustrações, etc… O que será que a Palavra de Deus tem a dizer sobre tudo isso? Será que Deus se preocupa pessoalmente com a família, ou com o que cada membro da família está passando? Há esperança para nós?
 Durante quatro domingos serão feitas quatro perguntas: 
06/05 Por que estão tristes?
13/05 Por que estão ansiosos
20/05 Por que estão com medo?
29/05 Por que estais sem fé?
1a Parte: Por que estão tristes?
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3a Parte: Por que estão com medo?
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