Fix You a Arte que Restaura

Chris Martin nasceu em uma lar cristão e é filho de pastor. Não é por acaso que suas músicas são carregadas de espiritualidade. Não sei se pela “síndrome de filho de pastor” ou pelas suas experiências, ele sofreu muitas crises em sua fé e tem conflitos em suas convicções, mas já declarou em várias entrevistas que nunca abandonou a fé de seus pais e lê a Bíblia regularmente.

fixUma de suas músicas preferidas e cheia de significado é Fix You. Ele conheceu a atriz Gwyneth Paltrow,  com quem foi casado vários anos, logo apos ela ter perdido seu pai (2001) que morreu de câncer de pulmão e pneumonia. Seu pai, o diretor Bruce Paltrow, faleceu logo após ele dirigir seu ultimo filme DUETS “Vem cantar comigo” (2001). Tenho este DVD desde que foi lançado e é um belo filme para quem gosta de música. Sua esposa ficou muito arrasada com a morte do pai e para ajudá-la a superar, Martin fez esta música. Ele disse certa vez em uma entrevista que compôs a canção em um órgão que era de Bruce, o que torna a canção ainda mais especial e observe que a música inicia com um órgão mesmo, dando um tom triste, mas depois tanto a letra como o ritmo expressam alegria e no final serenidade. A vida não é conto de fadas, infelizmente este casal não está mais junto, mas certamente a história deles ninguém pode apagar e esta música ficou como um testemunho de como a arte foi dada por Deus para a vida ser suportável!

Iniciamos em nossa comunidade uma série que fala sobre superação, restauração e tem como título e música tema FIX YOU “A Dor da Transformação e a Alegria da Restauração” acompanhe ao vivo no site ou no blog tem mais informações! Compartilhe com quem precisa de superação, ou passou por alguma dor. A arte e a espiritualidade existem para isso, para tornar a vida suportável.

Site com link para transmissão ao vivo aos domingo 19h: http://www.ipvalpes.org/

Blog com mais informações: https://ecasolli.wordpress.com/2018/02/17/fix-you-a-dor-da-transformacao-e-a-alegria-da-restauracao/

Ingmar Bergman – Um cineasta filho de teólogo, com filmes profundos e temas existenciais complexos

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Ingmar Bergman é um cineasta e dramaturgo sueco, seus filmes são sensíveis, profundos e geralmente abordam temas existenciais ou relacionamentos familiares, psicológicos e complexos. Considerado um dos maiores cineastas da história do cinema, entre os anos 40 e 2000 produziu mais de 50 filmes, várias peças e produções artísticas com dezenas e dezenas de premiações e indicações, vários Oscares, Globo de Ouro, Festival de Cannes, BAFTA… pesquise que você vai se impressionar.

Filmes como O Sétimo Selo, foi escrito e dirigido por Ingmar Bergman, baseado numa peça de teatro de sua autoria. Tema de uma profundidade raramente encontrada no cinema, conteúdo denso e elaborado de forma muito inteligente. No roteiro, um cavaleiro retorna das Cruzadas e encontra o país arrasado pela Peste Negra. Suas crenças em Deus são abaladas e no meio de profundas reflexões sobre vida e morte, ele encontra com a Morte personificada, ambos jogam xadrez enquanto debatem o sentido da vida. Surreal e complexo. Biógrafos afirmam que o filme reflete os conflitos existenciais de Bergman, surgidos entre a influência religiosa que recebeu dos pais protestantes e as influências de pensadores e filósofos nórdicos como o dinamarquês Kierkegaard, pai do Existencialismo.

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O Sétimo Selo (1957)

Mas meu filme preferido dele é uma semi-autobiografia. “As Melhores Intenções” fez algum sucesso nos anos 90, mas poucos sabem que é a história de sua família, especialmente de seus pais. Muitos de nós dizemos que a história de nossos familiares, nossos pais ou avós, daria um filme, mas neste caso deu um belo filme. Seu pai Henrik Bergman, era um estudante de teologia, protestante e pobre, sua mãe Anna Åkerbloom uma aristocrata, de uma das famílias mais importantes da Suécia. Romance improvável, mas eles acabam se casando e se mudam para o norte da Suécia, onde seu pai vai pastorear uma igreja da classe operária, conviver com pessoas simples e rudes. Peculiaridades de toda sorte surgem, drama e romance se misturam, a dura realidade da vida ministerial do casal é muito bem descrita, pois o roteirista viveu tudo aquilo.  Seu pai era excessivamente rígido e tinha dificuldades para perdoar, problemas familiares complexos e desafios eclesiásticos fazem parte do roteiro. O filme se desenvolve até seu nascimento. Interpretações impecáveis, grandes artistas como Max Von Sydow (Game of Thrones, Star Wars, Ilha do Medo), Pernilla August (Star Wars, O Jardineiro Fiel) fazem parte do elenco. Quando conhecemos sua história logo compreendemos seus filmes, sendo filho de um teólogo, naturalmente cresceu refletindo sobre temas profundos e existenciais. A direção de “As melhores Intenções” não foi dele, mas de Bille August, o roteiro é de Ingmar Bergman. Este filme tem no NETFLIX.

 

Uma foto, muitos significados!

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Só nós dois e Deus sabemos o significado desta foto. Dia da minha ordenação depois de quase 7 anos de preparo. Antes disso ela se preparava para um doutorado em Manchester/UK, era professora em uma Universidade e estava grávida de 9 meses (por isso o Samuel nasceu em SP dias depois de mudarmos) quando deixou tudo para mudar para SP e morar comigo em um alojamento de seminarista. Foram anos de preparo que ela acompanhou e apoiou: aspirante, seminarista, bacharel, licenciado e finalmente ordenado ao Sagrado Ministério no dia desta foto em 02/09/2005, ano que retornamos para São Carlos para edificar juntos a Igreja Presbiteriana Vila Alpes fundada em 2005 mesmo. Mulher com M maiúsculo, coisa cada vez mais rara! — com Simone Casolli em Igreja Presbiteriana Vila Alpes de São Carlos/SP.

Você saberia meu nome se o visse no paraíso?

Deus nos deu o dom da arte para a vida ser suportável. Estou em paz e me solidarizando com Eric Clapton nesta linda canção. A origem desta música é triste porém foi a forma que ele encontrou para se confortar, se expressando através da arte. Seu filho de apenas 4 anos caiu do 53 andar de um prédio em NY, Na música ele pergunta ao seu filho: “Você saberia meu nome se o visse no paraíso?” Isto é arte! Expressão de sentimentos que edificam e sensibilizam, nos fazendo mais humanos! Acompanhe a letra, show!

Ainda não voltamos para casa!

Sobre as frustrações desta vida, eis uma lição que aprendi muito cedo e me fortalece todos os dias, me dá muita paz e serenidade para continuar caminhando. Não há o que reclamar, apenas agradecer, até por que ainda não voltamos para casa. A frustração é fruto de expectativas equivocadas sobre promessas que Deus nunca fez. Siga firme, quando voltar para casa você vai entender melhor tudo. Uma teologia consistente considera as bênçãos materiais e felicidades humanas bem vindas e motivo de gratidão a Deus, mas não passam de amostras antecipadas das bênçãos eternas de Deus. Antepastos. Tira gosto na ante sala de um banquete que nos aguarda. Deus te abençoe!

*Para quem conhece o Ed René, ele andou dando umas mancadas teológicas mas no vídeo não tem nada de mais. Esta história é antiga e já tinha ouvido de outros palestrantes, mas sempre atual.

Quem não vive o luto, vai viver de luto

27751657_1039182276221196_2349432852495666910_nNestes vários anos acompanhando e pastoreando almas em seus lutos, uma coisa aprendi. Quem não vive o luto, vai viver de luto. Tempo necessário para reflexão profunda, revisão de vida, resiliência, aprendizado. Restauração das forças para uma nova etapa que surge após um período de resignação. Foto by Simone Casolli em nossas andanças por aí… A música, Streets of Philadelphia: