A Caverna de Adulão: Lugar onde Deus forja reis (1a Sam 22.1-5)

Por que as vezes Deus nos leva para uma caverna? Um lugar hostil, frio, sem conforto… Metaforicamente é quando Deus nos leva para caminhos difíceis e quando Ele quer trabalhar em nossa vida mais profundamente, do que faria nos “palácios”. Nesta hora Deus nos tira da roda viva e nos faz parar e diminuir o ritmo, pois tem algo para nos ensinar, mostrar e dizer. Nos faz rever muitas coisas, nos livra da tirania do urgente e passamos a valorizar o mais importante. Descobrimos na caverna as pessoas mais importantes em nossa vida, pois são as que entram na caverna conosco. Caverna não foi feita para um rei, mas é onde Deus forja reis e nos prepara para algo maior! Da série #UmaIgrejaCosmopolitana

Saiba mais sobre a série: https://ecasolli.wordpress.com/2018/0…

A Caverna de Adulão: Lugar onde Deus forja reis (1a Sam 22.1-5)

 

Você saberia meu nome se o visse no paraíso?

Deus nos deu o dom da arte para a vida ser suportável. Estou em paz e me solidarizando com Eric Clapton nesta linda canção. A origem desta música é triste porém foi a forma que ele encontrou para se confortar, se expressando através da arte. Seu filho de apenas 4 anos caiu do 53 andar de um prédio em NY, Na música ele pergunta ao seu filho: “Você saberia meu nome se o visse no paraíso?” Isto é arte! Expressão de sentimentos que edificam e sensibilizam, nos fazendo mais humanos! Acompanhe a letra, show!

Ainda não voltamos para casa!

Sobre as frustrações desta vida, eis uma lição que aprendi muito cedo e me fortalece todos os dias, me dá muita paz e serenidade para continuar caminhando. Não há o que reclamar, apenas agradecer, até por que ainda não voltamos para casa. A frustração é fruto de expectativas equivocadas sobre promessas que Deus nunca fez. Siga firme, quando voltar para casa você vai entender melhor tudo. Uma teologia consistente considera as bênçãos materiais e felicidades humanas bem vindas e motivo de gratidão a Deus, mas não passam de amostras antecipadas das bênçãos eternas de Deus. Antepastos. Tira gosto na ante sala de um banquete que nos aguarda. Deus te abençoe!

*Para quem conhece o Ed René, ele andou dando umas mancadas teológicas mas no vídeo não tem nada de mais. Esta história é antiga e já tinha ouvido de outros palestrantes, mas sempre atual.

Quem não vive o luto, vai viver de luto

27751657_1039182276221196_2349432852495666910_nNestes vários anos acompanhando e pastoreando almas em seus lutos, uma coisa aprendi. Quem não vive o luto, vai viver de luto. Tempo necessário para reflexão profunda, revisão de vida, resiliência, aprendizado. Restauração das forças para uma nova etapa que surge após um período de resignação. Foto by Simone Casolli em nossas andanças por aí… A música, Streets of Philadelphia:

Minha maior paixão: Compartilhar Deus

No ano de 2017 tive muitas oportunidades e experiências especiais. Vou compartilhar algumas aqui. Creio que ter uma Fé Reformada, não me faz um alienado. Como vamos querer que as pessoas atentem para a nossa espiritualidade se não estamos simpáticos em ouvir o que elas creem? Como encontrar o caminho do coração do outro, se não sabemos o que eles pensam? Aprendi com Francis Schaeffer a dialética. O medo e a insegurança levam ao preconceito. O respeito abre portas e oportunidades!

Minha amiga segue os ensinamentos de Prabhupada, fundador da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, (Hare Krishna). Ganhei o livro Bhagavad-gita, em português e sânscrito, que será muito útil no estudo de religiões comparadas. Tomei muito chá e ainda sinto o cheiro de incenso. O livro que ela segura é a Bíblia de Genebra. Deus tem um propósito para todas as pessoas e temos que sair das quatro paredes, conhecer as pessoas de perto como Jesus fazia, para depois comunicar a nossa fé!
Me lembro da um história que ocorreu em 1867, quando um missionário norueguês, Lars Skrefsrud e seu colega dinamarquês Hans Borreson, descobriram um povo composto de dois milhões e meio de pessoas, vivendo numa região ao norte de Calcutá, na índia. Ao apresentarem o Deus da Bíblia, os indianos o identificaram como Thakur Jiu (Deus Verdadeiro) a quem seus antepassados adoravam nos tempos mais remotos, quando os primeiros povos surgiram na Índia. Foi a ponte para comunicar a fé a este povo. Esta história está no livro “Fator Melquisedeque” de Don Richardson.

Em Memória de Simone Casolli (Esposa do pastor Edgard)

John Piper escreveu um livro com o título “Casamento Temporário” e contrariando todas as abordagens “aguá com açúcar” sobre o casamento, este te dá um soco no estômago bem dado a começar do título. A Bíblia e a experiência nos ensinam que casar é saber que o tempo juntos tem início, meio e fim. A ideia barata do “casamento eterno” no presente, sabota a necessidade que temos de valorizar cada minuto juntos, pois um dia vai acabar. Por isso não podemos deixar para amanhã a palavra de amor, o pedido de perdão. O tempo de comunhão e intimidade é precioso justamente por não ser eterno aqui.
2014-10-27 15.26.16.jpgDeus permitiu que eu e minha esposa Simone Casolli vivêssemos esta experiência de forma muito intensa. Em 16 de janeiro de 2014 comemoramos 15 anos de casados e ela estava internada quando recebemos o diagnóstico de câncer estágio IV (detalhe, não existe V). Foi o dia mais difícil da nossa vida. Voltei para o hotel que ficava na frente do hospital e chorei até não poder mais. Me levantei e só pedi que não fosse logo, mas que Deus nos desse um pouco mais de tempo juntos, só um pouco mais. A cada ano, no dia 16 de janeiro, eu agradeço por Deus ter ouvido aquela oração mais uma vez e agradeço pelo tempo que tivemos juntos, pelos momentos de alegria e também pelas provações que muito nos ensinaram. Sei muito bem que o dia que cumprirmos nossa missão aqui não ficaremos nem um minuto a mais e uma hora este dia vai chegar para todos os casais. Mas a Bíblia diz que não devemos andar ansiosos pois a ansiedade não pode acrescentar “nenhum dia a mais em nossa vida”. Tenho aprendido uma coisa, quando estou ansioso e angustiado com as circunstâncias, especialmente as da Simone, e fico orando apenas para Deus mudar, curar, livrar… estou focando no problema e fico mais angustiado. Mas quando agradeço por tudo que Ele já fez, que Ele já livrou e quantas experiências e bênçãos maravilhosas Ele já proporcionou para nós dois, então experimento a paz de Deus. O futuro pertence a Ele. Ansiedade é o futuro que não me pertence.

No dia 16/01/2018, a Simone estava internada novamente, e era dia de louvar a Deus pelos 4 anos que já se passaram desde que fiz aquela oração e pelos 19 anos juntos, até o dia que Ele quiser. Estava em paz e grato a Deus. O futuro pertence a Ele que sabe o que é melhor para cada um de nós. Mesmo diante das circunstâncias, confiamos e descansamos nos braços do Pai. Mesmo que todo casamento aqui seja temporário, nosso amor é intenso, maduro, exclusivo e belo.

Lamentavelmente, no dia 27/01/2018, com muita tristeza mas em paz, comuniquei o falecimento de minha querida esposa Simone Casolli aos amigos e familiares dizendo: Só podemos agradecer a Deus pela sua vida preciosa, pelos dois filhos, Pedro Casolli (11) e Samuel Casolli (17), e pelos quase 20 anos juntos. Agradeço imensamente aos médicos e enfermeiros de São Carlos e Ribeirão Preto, especialmente a Equipe do CTO e o Dr Fábio Zola, que muito nos apoiaram nestes últimos anos de luta. Sem dúvida não chegaríamos onde chegamos sem o carinho e profissionalismo de vocês. Agradecemos aos familiares, amigos, irmãos de fé de várias igrejas e tantas outras pessoas que não poderíamos enumerar aqui, que nos apoiaram de inúmeras formas, mas especialmente com suas orações, palavras de ânimo e força.  

Queria agradecer em nome da família todas as mensagens de solidariedade que recebemos nestes dias de despedida da Simone Casolli​. Muitos amigos da Simone do tempo da faculdade na UFPA/PA, da Pós-graduação na UTFPR/Curitiba e do tempo de pesquisadora aqui na UFSCar e USP de São Carlos, acompanharam metade da história dela. A outra metade vou resumir aqui:

11209469_10205311635643751_8859153575169705141_nAlém de professora universitária, pesquisadora e cientista da computação, a Simone teve várias experiências no mundo corporativo, e durante anos participou de projetos de TI  em grandes corporações como Walt Disney Company, Air France Company e muitas outras grandes empresas. Quando conheci a Simone ela estava se despedindo do Brasil e indo fazer um doutorado em Manchester/UK. Mas ela deixou este projeto de lado para construirmos um projeto mais ousado. Enquanto edificávamos nossa família, viemos para São Carlos edificar uma igreja diferenciada, extremamente transparente, fiel aos mais sólidos valores bíblico-reformados, mas ao mesmo tempo com uma abordagem atual, contemporânea, cosmopolita, com uma linguagem moderna e impactante para esta nova geração. Depois de quase 10 anos neste projeto de vida, como já disse, ela descobriu um câncer agressivo e em estágio avançado. Nossa fé ultrapassa os limites desta vida, e a cura não é necessariamente a única saída. Pedimos ao Pai que prolongasse seu tempo aqui um pouco mais. E foi exatamente isso que aconteceu. Foram mais de quatro anos vividos intensamente, várias viagens para despedir de seus pais, irmãos e amigos no PA. Realizou vários sonhos antigos, conheceu vários lugares que não conhecia, amou intensamente, descobriu novos hobbys como a fotografia, dirigiu cantatas e projetos musicais na igreja e continuou apoiando aquele projeto até o fim. Seu maior prazer era organizar eventos, festas, celebrações e aniversários, na igreja e na família, mas especialmente de seus filhos Samuel e Pedro. A maior parte do período de seu tratamento viveu com qualidade de vida de modo a surpreender até os médicos, superando todas as expectativas. Apenas recentemente as coisas vinham se complicando na sua saúde e sabíamos que daqui para frente teríamos tempos difíceis, mas antes disso acontecer ela descansou. Por mais difícil que pareça, algumas pessoas não vieram a este mundo para envelhecer, vieram para cumprir uma missão mais curta, mas não menos relevante. Podemos viver 100 anos e não sermos relevantes como alguns que viveram 40 ou menos. Jesus viveu aqui apenas 33 anos, mas foram suficientes para cumprir o propósito de Sua vinda, que foi dar Sua vida por nós. Está claro para nós que um ciclo se fecha e este era o tempo da Simone, sua marca será indelével e cremos que a vida continua, mas em uma nova dimensão, melhor e livre das limitações desta existência.

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Alguns links e sites:

Alguns vídeos da Simone Cantando, louvando ou Regendo:

“Por sermos irmãos” de João Alexandre (ENSAIO) Interpretação: voz (Simone Casolli) e violão (Edner Carvalho):

A música Sunday Bloody Sunday do U2 é uma versão da Katie Melua:

Além de louvor, fazemos clipes para divulgar as séries e temas. Esta série de estudos ela ajudou a idealizar, ensaiou e cantou com o músico Édner Carvalho​ (voz e violão). A música Sunday Bloody Sunday do U2 é uma versão da Katie Melua (uma cantora e compositora de nacionalidade britânico-georgiana, nascida em Kutaisi, mas que cresceu na Irlanda e vive na Inglaterra) Conheça a Katie Melua: https://youtu.be/2_SZHmo9o0c

Cantata Imagine – Grupo de Louvor IP Vila Alpes – Natal 2014 – Organizado e Regido pela Simone Casolli:

Música da Cantata: “Um Natal Inesquecível” com Jenifer e Rosângela. Retorno à música após cirurgia e tratamento no Natal de 2016:

Clipes e vídeos organizados e editados pela Simone. “Reflita em Mim” Prisma Brasil – Páscoa 2016

Louvor de Páscoa 2010: Grupo de Louvor da IP Vila Alpes:

Pai Nosso – Grupo de Louvor – Novembro de 2014

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Poucos dias antes da Simone partir, seu pai Juracy Santos que morava em Belém do Pará com sua família, partiu também. Tivemos a alegria de visitar seus pais no final de 2017. Foi uma bela despedida, seus pais completaram bodas, 50 anos casados.  Deixam saudades aos que permanecem, sua mãe Doracy Santos e seus irmãos Ocione, Ione e Jucione Santos. Deus conforte a todos com sua graça imensurável.