A Caverna de Adulão: Lugar onde Deus forja reis (1a Sam 22.1-5)

Por que as vezes Deus nos leva para uma caverna? Um lugar hostil, frio, sem conforto… Metaforicamente é quando Deus nos leva para caminhos difíceis e quando Ele quer trabalhar em nossa vida mais profundamente, do que faria nos “palácios”. Nesta hora Deus nos tira da roda viva e nos faz parar e diminuir o ritmo, pois tem algo para nos ensinar, mostrar e dizer. Nos faz rever muitas coisas, nos livra da tirania do urgente e passamos a valorizar o mais importante. Descobrimos na caverna as pessoas mais importantes em nossa vida, pois são as que entram na caverna conosco. Caverna não foi feita para um rei, mas é onde Deus forja reis e nos prepara para algo maior! Da série #UmaIgrejaCosmopolitana

Saiba mais sobre a série: https://ecasolli.wordpress.com/2018/0…

A Caverna de Adulão: Lugar onde Deus forja reis (1a Sam 22.1-5)

 

A superação dos conflitos da existência

entenda-natal-2017-2Há muitas teorias que tratam dos nossos conflitos interiores, muitas vezes originados em relacionamentos familiares, especialmente com os pais. Quer nossos pais tenham sido opressores ou mesmo pais indiferentes, inegavelmente eles marcaram e determinaram quem somos e o que fazemos. A nossa necessidade de aceitação, aprovação, confirmação e muitas outras necessidades podem ter sua origem neste conflito da infância. A ciência do comportamento tem contribuído significativamente com o homem na superação destes conflitos.

No entanto, existe um nível mais profundo dos nossos conflitos, um nível que a tradicional ciência do comportamento não alcança, que eu chamo de “Conflitos da existência”. O campo da Metapsicologia (psicologia metafísica) tem respostas bem coerentes e consistentes. O ser humano é essencialmente um ser espiritual e Teo-referencial, ou seja, “Deus é o ponto de referência último de toda a realidade” (Cornelius Van Til). Como diz o Ph.D. Davi Charles Gomes, quando esta Teo-referência é negativa, ela revela o estado de apostasia do ser humano, pois mesmo não crendo em Deus, o homem crê em algo, coloca sua esperança em algo e faz deste algo seu ídolo de culto.

Assim, o relacionamento do homem com o seu Pai Espiritual define todos os seus demais relacionamentos, e enquanto ele não resolver seu problema com o seu criador, ele não conseguirá viver em harmonia com o seu EU, nem com seu MEIO (criação) e muito menos com o seu PRÓXIMO. Este rompimento da criatura com o criador trouxe traumas e complexos muitas vezes inconscientes. O ser humano vive em uma constante fuga, tem lutas e conflitos em seu interior, e não sabe realmente qual a origem e causa disso tudo. Vive em guerra e tem um comportamento destrutivo (do outro e do meio em que vive), mas principalmente auto-destrutivo, pois um ser Teo-referencial foi feito para adorar, e enquanto ele não adora a Deus, irá adorar qualquer outra coisa, pessoa ou até a si mesmo. Este comportamento é chamado de idolatria, ou seja, não adorar a Deus nos leva a criar “deuses pessoais”, ídolos que escravizam e corrompem. Com o tempo nos tornamos semelhantes ao que adoramos. Relacionamentos, por mais legítimos que sejam, quando são regidos pela idolatria eles se corrompem. Adorar pessoas, coisas, carreira, sucesso, conquistas, prazeres ou qualquer outra coisa que não seja Deus, pode ser uma experiência muito auto-destrutiva. Esta é a raiz de todas as mazelas da humanidade, da opressão e da violência, do egoismo e da indiferença que gera crises familiares, sociais e humanitárias. A insensatez e loucura humana que destrói ao outro, a natureza e a si mesmo tem sua origem mais profunda neste conflito interno e espiritual, um conflito existencial.

Alguém negará que é desta forma que caminha humanidade? Alguém negará que o homem está literalmente se autodestruindo enquanto tenta preencher seu vazio existencial, que não pode ser preenchido por nenhuma outra pessoa, conquista ou experiência? Somente com a restauração deste relacionamento Teo-referencial, o homem poderá encontrar novamente paz e sentido. Certamente não seremos mais felizes quando realizarmos todos os nossos sonhos e conquistas pessoais, por mais legítimos que sejam. A solução também não virá meramente com educação, conquistas sociais, saúde e bem estar, como muitos pregam, por mais importantes que estas coisas possam ser. Mas a solução para os conflitos mais profundos do homem, seus conflitos existenciais e que são gatilhos para outras mazelas da humanidade, só virá com a restauração da sua alma, o que só é possível com a  reconciliação da criatura com o  seu criador. Depois disso, com o tempo as demais coisas encontrarão o seu devido lugar. Enquanto isso não ocorre, o homem continuará com a sensação de ter saudades de um lugar ou de uma pessoa que ainda não conhece, com uma vida vazia de sentidos e vivendo sem um propósito superior. 

Além disso, um fato claramente observável é que a natureza humana simplesmente nega, rejeita e foge de Deus, por isso não o recebe e nem pode recebê-lo naturalmente. Por isso há no homem uma profunda e inevitável necessidade existencial de criar para si teorias, filosofias e ideologias, com o propósito de racionalizar e justificar esta negação da realidade patente, na tentativa patética e frustrada de superar este Conflito da existência humana.

Mas há uma boa notícia, sim todos os anos nos quatro cantos do mundo é anunciada esta boa notícia para toda a humanidade.  No período do Natal somos lembrados do convite do Pai das luzes para todos os homens e mulheres retornarem para casa, para a luz e lucidez espiritual dos filhos de Deus. Este convite está em vigor durante todo o ano mas é inegável que o Natal é um lembrete de que a promessa de Deus feita aos homens, desde os tempos mais remotos, se cumpriu diante de todos, dividindo a história do homem em antes e depois de Cristo, e dividindo a própria humanidade, entre os que aceitam e os que rejeitam este convite. Somos lembrados de que Deus, ao enviar Seu filho ao mundo como mediador e conciliador, nos deu a possibilidade de resolver o conflito de todos os conflitos, atingindo assim a raiz dos nossos problemas mais profundos e existenciais. Por isso lemos que Deus, sendo rico em misericórdia, nos dá o poder (gr. dinamus) de sermos gerados (gr. gennao) filhos de Deus, ao crermos e recebermos Seu filho Jesus que veio ao mundo. 

Esta sabedoria milenar nos ensina também que adorar a Deus, amar as pessoas e gostar das coisas é o segredo desta paz interior tão almejada pelo homem e por todas religiões do mundo. Esta paz com Deus que produz uma paz interior é condição para o equilíbrio com o exterior, o meio em que vivemos. Neste sentido, desejo que você encontre o sentido deste convite e receba esta graça para superar os conflitos mais profundos de sua alma: restauração e reconciliação com o seu Pai Eterno e Criador, e consequentemente com você mesmo, com o outro e com o meio em que você vive. 

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1:12-14

Sugestão de leitura:  A METAPSICOLOGIA VANTILIANA: UMA INCURSÃO PRELIMINAR (VOLUME XI) POR DAVI CHARLES GOMES

Reforma e Protestantismo no Brasil

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Acredita-se ser verdade que as primeiras orações proferidas por evangélicos no solo brasileiro, se deram em 1548, quando um náufrago Luterano, Hans Staden, foi lançado nas praias do Brasil. Ao sobreviver a esta aventura, agradece a Deus dizendo:

“Foi assim que o Deus todo poderoso, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, ajudou-me a escapar da violência dos terríveis selvagens. A Ele, todo louvor e glória e honra, por meio de Jesus Cristo, Seu filho querido, nosso Salvador. Amém”[1]

Trata-se de informações autobiográficas, de um incidente no Brasil, sem nenhuma tentativa de se estabelecer neste país.

A primeira tentativa de evangélicos se estabelecerem institucionalmente no Brasil, que se tem registro, se dá na implantação da França Antártica, na Baía do rio de Janeiro no ano de 1555, liderada por Nicolas Durand de Villegagnon (Provins, 1510 — Grez-sur-Loing, 9 de janeiro de 1571). O mesmo pediu para o reformador João Calvino enviar ao Brasil huguenotes que o ajudassem na sua empreitada. As intenções de Villegagnon se revelaram traiçoeiras e finalmente esta empreitada fracassou. Os huguenotes que para lá se dirigiram foram enviados de volta de navio e alguns que permaneceram foram mortos. Posteriormente, a história registra uma outra tentativa, a dos holandeses que conquistaram Olinda e o Porto de Recife em 1629 e implantaram ali o Calvinismo.

No entanto, este país católico começou a sofrer mudanças mais sólidas somente após a proclamação da independência e a coroação de D. Pedro I em 1822. Quando houve a convocação de uma Assembléia Constituinte, e em 25 de março de 1824, a Carta Constitucional foi outorgada, tolerando outra religião no país com liberdade de Culto. O Artigo 5º afirma:

“A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo.”

Já no Artigo 15º lemos:

“As outras religiões além da cristã (Católica Apostólica Romana) são apenas toleradas, e a sua profissão inibe o exercício dos direitos políticos.”[2]

Devido relações comerciais com países protestantes, começou a haver no Brasil o chamado protestantismo de imigração. Assim a liberdade religiosa foi aparecendo gradativamente. O primeiro missionário a vir para o Brasil implantar uma igreja genuinamente brasileira foi Robert Reid Kalley, que em 9 de abril de 1855, juntamente com a sua esposa Sarah Kalley, embarcaram na cidade Southampton, Inglaterra, com destino ao Rio de Janeiro. No entanto, a implantação do presbiterianismo com uma ênfase missionária mais profunda se deu pouco depois com a chegada do missionário americano Ashbel Green Simonton em agosto de 1859.

Ashbel Green Simonton

Simonton nasceu em um lar presbiteriano na cidade de West Hanover, Pensilvânia no dia 20 de Janeiro de 1833.  Iniciou seus  estudos em Direito, mas depois de certa relutância cedeu ao seu chamado e foi para o seminário de Princeton em 1855. Simonton foi despertado para missões ao ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge (1797-1878) sobre o assunto.[3] No dia 25 de novembro de 1858, Simonton envia sua proposta formal para a Junta de Missões Estrangeiras, e pouco tempo depois é enviado ao Brasil.

Finalmente em 18 de junho de 1859, Simonton recém ordenado e com apenas 26 anos de idade, embarca no porto de Baltimore com destino ao Brasil. Chegando no Rio de Janeiro no dia 12 de agosto de 1859. Em pouco tempo Simonton dominou a língua vernácula, e seu primeiro trabalho em português foi uma classe de Escola Dominical, com cinco crianças presentes. Assim ele escreve em seu diário:

“No último Domingo dia 22, realizei uma Escola Dominical em minha própria casa. Foi meu primeiro trabalho em português. As crianças dos Eubanks estavam presentes, bem como Amália e Mariquinhas Knaack. A Bíblia, o Catecismo de história sagrada e o “Progresso do Peregrino” de Bunyan, foram nossos textos.”[4]

Assim, começa o trabalho em português deste jovem missionário americano no Brasil destacando o fato de seu primeiro trabalho em português ser com crianças. Aos poucos Simonton recebe apoio de outros missionários e tem muitas conquistas neste país. Em pouco tempo, mas com muito trabalho, Simonton organiza a primeira igreja Presbiteriana no Brasil, no Rio de Janeiro em 12 de Janeiro de 1862. No dia 5 de novembro de 1864, Simonton publica, juntamente com outros amigos, o primeiro número do jornal Imprensa Evangélica. O primeiro jornal evangélico do Brasil e talvez da América Latina. [5]

[1] STADEN, Hans A verdadeira História. Rio de Janeiro: Dantes Livraria, 1999. Pg.120. Citado por MENDES, Marcel (org.) Simonton, 140 anos de Brasil São Paulo: Ed. Mackenzie pg.16.

[2] Ver  CARDOSO, Douglas Nassif Robert Reid Kalley   Edição do Autor, pg.39 Ver também MENDES, Marcel (org.) op. cit.  pg.36. COSTA, Hermisten Maia Pereira da Simonton, um homem dirigido por Deus São Paulo: Ed. Mackenzie. Pg.9

[3] COSTA, Hermisten Maia Pereira Simonton, um homem dirigido por Deus São Paulo: Ed. Mackenzie. Pg.16

[4] SIMONTON, A. Green O Diário de Simonton 1852 – 1866 São Paulo: Cultura Cristã, 2002 pg.140

[5] COSTA, Hermisten Maia Pereira op. cit.. Pg.47

Cooperador de Deus (3a Carta de João)

COOPERADORDEDEUS

Tanto o Evangelho de João, Apocalipse e estas três cartas são escritas pela mesma pessoa, ou seja, o Apóstolo João.  O propósito destas três cartas era orientar a igreja de Cristo sobre o avanço missionário, alertar quanto aos falsos profetas e encorajar a igreja a se engajar no avanço da Missão.

Hospitalidade: Era método usado pela igreja nos primeiros séculos para acolher e enviar missionários pelo mundo. Este ministério era vital para o avanço da igreja, mas falsos profetas se aproveitaram deste “método” para se infiltrarem nas igrejas trazendo assim grandes transtornos. O Apóstolo escreve estas 3 cartas principalmente para orientar a igreja sobre estes desafios como lemos em 1a João 4.1:

Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. 2 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;

Esta 3ª Carta vai tratar mais especificamente desta dificuldade com a prática da “hospitalidade” e uma divergência que houve dentro da igreja sobre o tema destacando principalmente dois nomes: Gaio e Diótrefes

  • Gaio: Cooperava com a Missão
  • Diótrefes: Atrapalhava a Missão
  1. Gaio: O Cooperador de Deus

O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. 2 Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3 Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade.

Observamos que Gaio:

  • Cooperava financeiramente
  • Estimulava toda a igreja a fazer o mesmo
  • Dava bom testemunho
  • Era motivo de alegria para todos
  • Fazia a Obra de Deus prosperar
  1. Diótrefes: O não Cooperador de Deus

9 Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. 10 Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja.

Observamos que Diótrefes:

  • Não cooperava financeiramente
  • Desestimulava toda a igreja a fazer o mesmo
  • Dava péssimo testemunho
  • Era motivo de tristeza para todos
  • Fazia a Obra de Deus paralisar

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

  • Hoje, para sermos Cooperadores de Deus, levarmos a Missão para frente e avançarmos com a Obra de Deus na terra pode ter mudado seu método, mas a situação é a mesma. Ou seja, na Obra de Deus só existem dois lados: O lado de Gaio ou o lado de Diótrefes. De que lado você está?

Cooperadores de Deus (Exposição de 3a João)

Rev Edgard Casolli

O Cristão e a Cultura – Nem Separatismo, nem mundanismo

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2a Edição do Papo no Sofá (Encontro para um “bate papo” com os jovens no método dialético: Tema: “O Cristão e a Cultura – Nem Separatismo e nem Mundanismo”.

O CRISTÃO E A CULTURA
– Na primeira parte temos um panorama sobre o tema:
1. O mandato cultural: (O projeto inicial de Deus para nos envolver com a cultura, através da nossa vocação profissional, arte, ciência…),
2. A ruptura do homem negando a Deus e mudando os pressupostos e valores da cultura. Como o materialismo científico redefiniu todas as demais áreas do conhecimento (sociologia, psicologia, biologia, sexologia…).
3. Nosso chamado para redimir e transformar a cultura.

– Na segunda parte: Perguntas e respostas aplicando este tema para nosso dia a dia.

Bíblia e Arte!

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Marcus Nati (Brother Bíblia e Arte) é a prova evidente de que é possível fazer boa teologia com arte! Ser criativo na comunicação das verdades bíblicas sem deixar de ser fiel ao texto. Ser contemporâneo na linguagem e estilo, mantendo os princípios essenciais da Reforma Protestante. Um sermão expositivo, por exemplo, não precisa ser insípido. Os profetas, apóstolos e o próprio Senhor Jesus eram criativos ao ilustrar e transmitir a Palavra de Deus. Que Deus nos conceda mais arte para expor de forma atual e relevante, as imutáveis verdades absolutas da graça de Deus, sem negar a ação soberana do Espírito Santo. Curta e siga Brother Bíblia e Arte!

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História da Igreja Presbiteriana do Brasil em poucas imagens: